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Queiroz vive em São Paulo e teve problemas de saúde agravados, diz revista

Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, durante entrevista ao SBT em dezembro de 2018 - Reprodução/SBT
Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, durante entrevista ao SBT em dezembro de 2018 Imagem: Reprodução/SBT

Do UOL, em São Paulo

30/08/2019 08h35

Fabrício Queiroz ganhou status de "desaparecido" desde o começo do ano, depois de ter seu nome envolvido em escândalo financeiro junto ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Seu paradeiro foi revelado hoje pela revista Veja: ele vive em São Paulo, na região do Morumbi, e tem se dedicado a tratar a saúde, que teve problemas agravados nos últimos tempos.

A reportagem de capa da revista conta detalhes da rotina de Queiroz, principalmente com enfoque em suas idas ao Centro de Oncologia e Hematologia do Hospital Albert Einstein —que oferece consultas e serviços como radioterapia e quimioterapia. Queiroz foi visto no local desacompanhado de familiares ou seguranças, de boné preto e óculos de grau.

De acordo com a revista, Queiroz vive no Morumbi, bairro da zona sul de São Paulo onde fica o hospital Albert Einstein, para onde se desloca de táxi ou carros de aplicativo. Foi no mesmo local que ele foi visto publicamente pela última vez, em 12 de janeiro, quando um vídeo em que ele dançava no hospital viralizou.

Queiroz revelou no fim de 2018 que trata um câncer de intestino, que o levou para cirurgia no fim do ano, pouco depois que o escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro foi revelado. Na ocasião, foi noticiada a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta.

Reprodução/Veja
Imagem: Reprodução/Veja

Uma fonte ouvida pela Veja afirma que a cirurgia pela qual Queiroz passou não resolveu o seu tumor. A revista especula que um agravante foi ele ter se descuidado do tratamento para conseguir se manter longe dos holofotes após o escândalo.

O paradeiro de Queiroz virou assunto nacional após ele faltar a quatro convocações feitas pelo Ministério Público para dar explicações sobre as movimentações financeiras suspeitas. O depoimento só foi dado em março e foi por escrito.

Em maio, em entrevista ao jornal o Estado de S. Paulo, Flávio disse não saber onde Queiroz estava. O presidente Bolsonaro disse a mesma coisa há 14 dias.

Amigo de Queiroz, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ) afirmou à revista Veja que troca mensagens com o ex-assessor: "Ele escreveu que ainda estava baqueado". Amorim é próximo de Flávio.

Procurado pela revista, Fabrício Queiroz não quis dar declarações. Flávio Bolsonaro afirmou que "cabe a ele [Queiroz] explicar. Eu também quero saber onde está o Queiroz". Já a assessoria do hospital Albert Einstein disse que não comentará a reportagem.

Em dezembro, Queiroz disse que parte de dinheiro movimentado vinha de revenda de carros

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