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Bolsonaro encurta viagem aos EUA em um dia por recomendação médica

Reprodução - 12.set.2019/Facebook
Imagem: Reprodução - 12.set.2019/Facebook

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

16/09/2019 11h06Atualizada em 16/09/2019 12h36

Resumo da notícia

  • Presidente irá viajar no dia 23 de setembro e não mais no dia 22
  • Além de presença na Assembleia Geral da ONU, estava prevista uma agenda no Texas no dia 25
  • Encurtamento da agenda é para evitar "viagens um tanto quanto cansativas"
  • Bolsonaro irá receber alta nesta tarde; ele está internado em SP desde 7 de setembro em razão de uma cirurgia

Por recomendações médicas, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) encurtou em um dia sua viagem, na semana que vem, aos Estados Unidos para participar da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Em vez de decolar a Nova York no dia 22, ele viajará no dia 23.

Bolsonaro receberá alta nesta tarde e voltará para Brasília. Apesar da alta, o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB), irá continuar como interino no comando do país até quarta-feira (18).

Segundo o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, no dia da chegada aos Estados Unidos, Bolsonaro terá eventos privados. No dia 24, ele terá um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e fará seu discurso na abertura da Assembleia Geral.

No dia 25, o presidente se deslocará para o Texas e terá reuniões com industriais e empresários. "Alguns deles, inclusive, oficiais das Forças Armadas americanas", disse Rêgo Barros. No mesmo dia, ele retorna ao Brasil. O objetivo da ida ao Texas, segundo o porta-voz, é o "diálogo para entender as possibilidades tanto no que se refere àqueles empresários americanos quanto às possibilidades do Brasil, por meio desta interlocução, efetuar, eventualmente, alguma atividade comercial".

Sobre o discurso na ONU, Rêgo Barros apontou que ele está sendo elaborado "a várias mãos", mas que Bolsonaro tem sinalizado a sua equipe quais são os "tópicos frasais que devem ser abordados".

"Viagem cansativa"

O porta-voz apontou recomendações médicas como motivo para o encurtamento da viagem. "Naturalmente, o presidente entendeu que não deve expor-se, nesse momento, a viagens um tanto quanto cansativas", disse.

Rêgo Barros diz que Bolsonaro avalia que a viagem aos Estados Unidos é importante "para a configuração perante o mundo da soberania do Brasil, da importância que atribuímos à Amazônia e a tantos outros temas que vicejam e que, equivocadamente, são compartilhados, em particular pela imprensa estrangeira".

Bolsonaro está internado no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, desde 7 de setembro. Ele passou por uma cirurgia na hérnia em razão do ataque a facada que sofreu durante a campanha presidencial, em 6 de setembro do ano passado.

Segundo o boletim médico divulgado hoje, o presidente "continuará sua recuperação em domicílio, devendo seguir as orientações médicas relacionadas a dieta e atividade física".

Na sexta-feira (20), a equipe responsável pela operação de Bolsonaro irá a Brasília para avaliá-lo antes da viagem aos EUA. A respeito da ida do presidente à Ásia, no final de outubro, o roteiro está mantido, disse o porta-voz. Essa viagem tem previsão de durar dez dias.

Rêgo Barros ainda explicou que a decisão pela permanência de Mourão à frente da Presidência por mais dois dias foi para "permitir um descanso ainda maior, para uma recuperação mais rápida".

Presidente recebeu visita do ministro Sergio Moro no último domingo

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