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Diplomata joga para Senado responsabilidade sobre Eduardo Bolsonaro

Do UOL, em São Paulo

16/09/2019 04h00

Para quem entra na sala repleta de livros de história e política internacional da casa do último embaixador brasileiro nos EUA, Sérgio Amaral, 75, uma das fotos pode passar despercebida atrás dos retratos íntimos da família: a imagem ao lado do ex-presidente Barack Obama, com uma pequena dedicatória.

"O Trump não mandou fotos para as embaixadas", justifica o embaixador aposentado. A fotografia com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está em primeiro plano —Amaral chegou a ser o porta-voz durante o governo do tucano.

O diplomata já estava aposentado quando, a pedido do ex-presidente Michel Temer (MDB), assumiu a embaixada nos EUA, em 2016. Já tinha decidido voltar para o Brasil após a mudança de governo. É ele que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho de Jair Bolsonaro, almeja substituir na principal embaixada do xadrez diplomático do Itamaraty.

O embaixador tenta, pela segunda vez, se aposentar, ainda que isso lhe pareça tarefa difícil. Entre almoços com embaixadores de outros países e novos trabalhos, desde que voltou dos EUA, passou alguns dias na China, tornou-se sócio em um escritório de advocacia, está ligado à Fundação FHC e retomou as atividades de sua consultoria na área internacional. "Acho que não gostaria de não ter nenhuma atividade", diz o diplomata ao UOL em São Paulo.

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