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Bolsonaro não sai do PSL e momento é de pacificar, diz vice do partido

Eduardo Bolsonaro conversa com Antonio de Rueda, vice-presidente do PSL, e Matt Schlapp, presidente da União Conservadora Americana - Bernardo Barbosa/UOL
Eduardo Bolsonaro conversa com Antonio de Rueda, vice-presidente do PSL, e Matt Schlapp, presidente da União Conservadora Americana Imagem: Bernardo Barbosa/UOL

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

11/10/2019 19h33

O vice-presidente do PSL, Antonio de Rueda, disse hoje, em São Paulo, que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não vai sair do partido e que o momento é de "pacificação".

"O PSL está pacificado com o presidente", disse. "O momento é de pacificação. Esse tema já foi bem explorado, o momento é de pacificação."

O presidente vive um momento delicado no PSL, com embates internos que têm como pano de fundo a suspeita de candidaturas laranjas no partido nas últimas eleições. Nos bastidores, sua saída da legenda vem sendo cogitada.

No domingo (6), a Folha revelou que um depoimento e uma planilha obtidos pela Polícia Federal sugerem que recursos do esquema abasteceram, por meio de caixa dois, também a campanha de Bolsonaro.

Na terça (8), Bolsonaro disse a um apoiador para "esquecer" o PSL e que o presidente da sigla, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), estava "queimado".

Rueda não comentou as críticas feitas hoje de manhã pelo líder do partido no Senado, Major Olimpio (PSL-SP), para quem os filhos do presidente causam problemas ao pai e têm "mania de príncipe".

"Eu não vi, eu estava aqui no evento", disse.

O evento citado por Rueda é conferência CPAC Brasil, versão nacional de um dos maiores eventos conservadores dos EUA. É a primeira edição no Brasil.

O vice do PSL participou da abertura do CPAC Brasil ao lado justamente de um dos filhos do presidente, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

O evento é organizado pela ACU (American Conservative Union, ou União Conservadora Americana) e pelo instituto Indigo, a fundação de formação política do PSL, que é bancada com recursos do fundo partidário.

Segundo Rueda, ainda não há uma cifra fechada de quanto a fundação gastou com o CPAC Brasil, mas sua estimativa é de que o gasto tenha sido "em torno de R$ 800 mil".

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