PUBLICIDADE
Topo

Ao lado do filho, prefeito Bruno Covas despacha enquanto faz quimioterapia

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), despacha do hospital Sírio Libanês, após 1ª sessão de quimioterapia - Instagram
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), despacha do hospital Sírio Libanês, após 1ª sessão de quimioterapia Imagem: Instagram

Wanderley Preite Sobrinho

Do UOL, em São Paulo

29/10/2019 19h13Atualizada em 05/11/2019 12h12

Diagnosticado com um câncer no aparelho digestivo, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), passou o dia acompanhado da família no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Mesmo durante a sessão de quimioterapia, Covas despachou com seus secretários do quarto em que se recupera.

Ele iniciou sua primeira sessão de quimioterapia às 9h de hoje, um procedimento intravenoso que vai durar entre 30 e 36 horas. Por esta razão, o prefeito decidiu despachar durante o tratamento.

Sentado em uma cadeira de paciente, o prefeito recebe a medicação e conversa com as visitas. Ontem, quem apareceu foi o governador João Doria (PSDB). Hoje, por volta das 11h, foi a vez do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, amigo pessoal de Covas.

À tarde, o prefeito recebeu alguns secretários ao lado da família: a mãe, o irmão Gustavo e o filho de 14 anos, Tomás, com quem postou um vídeo de agradecimento pelas manifestações de apoio que recebeu.

Por volta das 14h, o prefeito recebeu o secretário de Governo, Mauro Ricardo, da Fazenda, Philippe Duchateau, de Comunicação, Marco Antonio Sabino, e o chefe de gabinete, Vitor Sampaio.

Um dos despachos foi o envio à Câmara Municipal de um projeto de lei que autoriza dois empréstimos totalizando R$ 1,2 bilhão para investir em corredores de ônibus e mobilidade urbana. Ele também assinou recursos administrativos, como nomeação e exoneração de servidores, além de liberar recursos orçamentários. Ele assinou ainda um decreto que altera o Conselho LGBT da cidade.

Ele orientou seus secretários a inaugurarem obras sem ele e pediu que nenhuma reunião já programada seja cancelada em razão de sua ausência.

De acordo com membros do governo, Covas está se alimentando normalmente: nenhum lanche especial foi preparado para o prefeito, que não perdeu o apetite. Até agora, Covas, que usa uma meia de compressão na perna direita, não reclamou de nenhum sintoma colateral da quimioterapia.

Quem viu o prefeito afirma que ele está animado. Covas não teria dado ouvidos às especulações de que grupos na Câmara estejam pressionando para que ele se licencie em favor do correligionário Eduardo Tuma, presidente da Câmara e o primeiro na linha sucessória, já que Covas não tem vice. Ele assumiu quando Doria saiu candidato ao governo do estado nas últimas eleições.

Enquanto se sentir disposto, continua despachando. Amanhã, receberá o chefe da Casa Civil Municipal, Orlando Faria, e Tuma, que hoje tentou desfazer o constrangimento ao colher assinaturas dos vereadores da Casa em "manifestação de apoio da Câmara Municipal de São Paulo ao prefeito Bruno Covas".

A internação

Covas está internado desde quarta-feira passada, quando foi diagnosticado com uma erisipela, que evoluiu para uma trombose na perna direita e para uma tromboembolia bilateral pulmonar. Foi quando os exames identificaram o câncer no aparelho digestivo.

A equipe médica decidiu que Covas permanecerá internado até o fim do tratamento da trombose, feito com anticoagulantes.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado no último parágrafo do texto, o tratamento para trombose é feito com anticoagulantes, não antibióticos. O texto foi corrigido.

Política