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Bolsonaro visita praia e critica partido por ação sobre cheque especial

Jair Bolsonaro ao lado de irmãos Umberto Brito e Valdir Brito Júnior, praticantes de moto aquática - Reprodução/Twitter
Jair Bolsonaro ao lado de irmãos Umberto Brito e Valdir Brito Júnior, praticantes de moto aquática Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em Brasília*

11/01/2020 13h37

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Forte dos Andradas, em Guarujá, por volta das 9h de hoje e seguiu em comitiva à Fortaleza de Itaipu, em Praia Grande. Segundo a assessoria de imprensa da presidência, Bolsonaro cumpriria agenda privada. No Twitter, ele postou um vídeo em que cumprimenta banhistas que estavam no local.

Está é segunda vez que o presidente saiu do Guarujá desde que chegou ao litoral na última quinta-feira (9) para um período de recesso acompanhando da filha Laura. Na última sexta-feira (10) ele participou da inauguração do Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia de Santos.

Sem agenda oficial para o final de semana, o chefe do executivo Federal deve ficar no litoral de São Paulo até a próxima terça-feira.

Críticas ao Podemos

Mais cedo, também pelo Twitter, Bolsonaro criticou a decisão do partido Podemos de entrar com ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a cobrança de tarifa no cheque especial. "Cancelar a medida pela via judicial, seria fazer os juros voltarem a subir para 14%, prejudicando os mais pobres e mais endividados", declarou o presidente da rede social.

Bolsonaro também disse que parte dos 20 milhões de clientes dos bancos, que têm o limite do cheque especial de até R$ 500,00, estão endividados. "Estamos falando de pessoas que não podem saldar suas dívidas e pagam juros médios de 14%/mês, e que seriam isentas da tarifa de acordo com a medida que foi tomada pelo BC", afirma o presidente.

O podemos entrou com a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Judiciário na última quarta-feira para tentar anular a tarifa do cheque especial, em vigor desde a última segunda-feira. A tarifa de 0,25% para quem tem limite superior a R$ 500 reais foi autorizada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em novembro de 2019. O colegiado limitou os juros do cheque especial em 8% ao mês.

Partido rebate presidente

Em nota publicada hoje, o partido declarou que é contra a cobrança da tarifa. A legenda afirmou que em Portugal e Espanha, os juros do cheque especial não ultrapassam 20% ao ano faz mais de década. Com juros mensais de 8%, o brasileiro pagará 151% ao ano no cheque especial.

"O Podemos, partido que mais votou a favor dos projetos enviados pelo governo ao Congresso, possui independência para se posicionar apenas a favor das questões que são em benefício do Brasil e dos brasileiros. Esta é a razão da nossa Adin", informou em nota.

*Com Agência Estado

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