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Políticos de vários partidos e autoridades criticam fala nazista de Alvim

Roberto Alvim, em pronunciamento com plágio de Joseph Goebbels - Reprodução
Roberto Alvim, em pronunciamento com plágio de Joseph Goebbels Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

17/01/2020 11h28Atualizada em 17/01/2020 14h58

Políticos de diferentes partidos e autoridades como o presidente do STF e o procurador-geral da República criticaram o discurso do secretário nacional da Cultura, Roberto Alvim, em que ele copia palavras usadas por Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista. O PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro, também repudiou a fala.

"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada", disse Alvim em um vídeo divulgado na noite de ontem.

Após a polêmica em torno da fala, no início da tarde de hoje Alvim foi exonerado do cargo pelo presidente Bolsonaro, que considerou a fala "infeliz".

Em nota, o PSL repudiou o discurso de Alvim. O partido afirmou que o nazismo "foi um dos períodos mais nefastos na nossa história" e que "é inadmissível aceitar tal posicionamento partindo de um representante de um país democrático como o Brasil. Não se posicionar contra tal absurdo é o mesmo que consentir e apoiar práticas nazistas".

Augusto Aras, procurador-geral da República, afirmou que "a única ideologia política admissível no Brasil é a democracia participativa". "Ideias nazifascistas são totalitárias e destroem a democracia, daí por que, nesta excepcionalidade, a liberdade de expressão pode ser relativizada, consoante o paradoxo da tolerância de Karl Popper", afirmou.

Fernando Haddad (PT), José Amoedo (Novo), Ciro Gomes (PDT), os deputados federais Kim Kataguiri (DEM-SP) e Marcelo Freixo (Psol-RJ), entre outras figuras políticas, criticaram o secretário.

Em nota do MBL (Movimento Brasil Livre) divulgada por Kataguiri, o movimento diz que "repudia o pronunciamento" e pede que "ele seja imediatamente afastado" do cargo.

Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara, classificou como "inaceitável" a postura de Alvim. Ex-ministro da Cultura do governo de Michel Temer, Marcelo Calero disse que Alvim não foi o único a fazer apologia ao nazismo.

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) disse, no Twitter, que o partido pedirá o indiciamento de Alvim pelo crime de apologia ao nazismo.

Veja abaixo mais repercussões:

João Amoêdo, fundador do partido Novo:

Fernando Haddad (PT):

Marcelo Freixo (Psol-RJ), deputado federal:

Gilmar Mendes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal):

Major Olímpio, senador pelo PSL:

PSDB e Cidadania23:

Em nota, o deputado Carlos Sampaio, líder do PSDB na Câmara, classificou a fala de Alvim como "inadmissível, repugnante e patológica".

"Ao ressaltar que a arte brasileira será profundamente vinculada às aspirações urgentes do povo, ele a descaracteriza como uma manifestação da criação e da liberdade para transformá-la em um instrumento pró-ditadura. O mínimo que se espera é sua imediata demissão", escreveu o parlamentar.

Roberto Freire, presidente nacional do Cidadania 23, também criticou a fala do secretário dizendo ter sido "uma atitude que nos constrange e envergonha o país no concerto internacional das nações".

"A chamada arte imperativa nada mais é do que a imposic?o de inteligências medíocres, muito ao gosto de ditadores e órfãos das ditaduras. O mínimo que se espera em relação às declarações do secretário é a sua imediata demissão", declarou Freire em nota.

Kim Kataguiri (DEM-SP), deputado federal:

Manuela d'Ávila (PCdoB):

Ciro Gomes (PDT):

Humberto Costa (PT-PE), senador:

Gleisi Hoffman (PT-RS), deputada federal e presidente do PT:

Fernando Holiday (DEM), vereador em São Paulo:

Política