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Bolsonaro vai a evento evangélico: "País é laico, mas presidente é cristão"

Pauline Almeida

Colaboração para o UOL, no Rio

15/02/2020 17h29Atualizada em 15/02/2020 19h33

No sábado de pré-carnaval, quando 57 blocos ganham as ruas do Rio, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) esteve na cidade para participar de um evento evangélico. Ele esteve no show de comemoração de 40 anos da Igreja Internacional da Graça de Deus, ao lado do pastor R.R. Soares, na Enseada de Botafogo.

No palco, Bolsonaro disse a frase sempre repetida frente ao público evangélico: "O Brasil é laico, mas o presidente é cristão".

Na defesa do presidente, R.R. Soares disse que decidiu apoiar sua eleição, em 2018, contra a chamada "ideologia de gênero" e lembrou um encontro que os dois tiveram após o primeiro turno. "A única coisa que eu quero é que o senhor ganhe para essa mentira não prevalecer. Que não tem coisa mais linda que ver um menininho dizendo que é homem e uma menininha dizendo que é mulher. É isso que Deus fez", disse ao público.

O presidente aproveitou o evento para agradecer os votos recebidos em 2018. "Vários setores da sociedade me apoiaram, várias denominações religiosas fizeram o mesmo. O setor evangélico foi muito presente há dois anos", disse o presidente.

Em 2019, polêmica com "golden shower"

No ano passado, Bolsonaro causou polêmica ao criticar o carnaval de rua do país. Ele publicou no Twitter um vídeo de um episódio de nudez pública de dois homens, em que um deles urinava no outro, e escreveu: "É isto que tem virado muitos blocos de rua no carnaval brasileiro. Comentem e tirem suas conclusões."

Após a publicação, hashtags sobre o assunto entraram nos assuntos do momento do Twitter no Brasil e no mundo —entre elas, a hashtag "#goldenshowerpresident". Em outro tuíte, Bolsonaro questionou o que era "golden shower".

Católico em eventos evangélicos

Na semana em que o ex-presidente Lula visitou o papa Francisco, no Vaticano, Jair Bolsonaro participa do evento de RR Soares, mantendo o laço eleitoral com o conservadorismo evangélico. A ida de Jair Bolsonaro a eventos evangélicos é uma constante, especialmente no Rio de Janeiro, mesmo se declarando católico.

Na santificação de Irmã Dulce pela Igreja Católica, o presidente cancelou sua ida e foi representado pelo vice Hamilton Mourão.

Dois dias após ter sido eleito, por exemplo, Bolsonaro participou de um culto na igreja do pastor Silas Malafaia, Assembleia de Deus, na Penha, zona norte do Rio. Na semana passada, esteve no The Send, festival gospel que movimentou três estádios do Brasil. No Mané Garricha, em Brasília, o presidente disse: "O estado pode ser laico, mas Jair Bolsonaro é cristão", frase repetida mais uma vez hoje.

Bolsonaro repete

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