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Bolsonaro volta a atacar Doria e diz que governadores "exterminam empregos"

Bolsonaro voltou a criticar governadores na crise do coronavírus - ADRIANO MACHADO
Bolsonaro voltou a criticar governadores na crise do coronavírus Imagem: ADRIANO MACHADO

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/03/2020 21h50

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a atacar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em entrevista dada ao "Domingo Espetacular", da RecordTV. Questionado se o governo federal não demorou demais para agir na contenção ao coronavírus, Bolsonaro direcionou as críticas ao tucano.

"As pessoas que reclamam que nós demoramos a tomar medidas, como o governador de São Paulo, que estava no sambódromo com 25 mil pessoas e poderia ter cancelado o Carnaval. Depois foi à inauguração da CNN Brasil com 1,5 mil pessoas. Nós não podemos politizar isso", afirmou o presidente.

Na sequência, o apresentador Eduardo Ribeiro emendou perguntando se Bolsonaro teria cancelado o Carnaval. O presidente não confirmou que teria tomado uma medida diferente. "Com todo o custo que teria, tudo que já tinha sido gasto. Eu não seria respeitado, cairia no ridículo essa imposição", disse.

Depois, Bolsonaro voltou à carga contra "alguns" governadores. "Não podemos exterminar empregos, senhores governadores. Sejam responsáveis. Nós estamos fazendo a coisa certa, seguindo os protocolos, com responsabilidade".

O presidente ainda reclamou da cobertura da imprensa na crise da covid-19. "Brevemente o povo saberá que foi enganado por esses governadores e por grande parte da grande mídia nessa questão do coronavírus", afirmou Bolsonaro.

Sobre os "panelaços" dos quais tem sido alvo desde a última terça-feira (17), o presidente minimizou e acusou a Globo de estar por trás dos protestos.

"Não estou preocupado com a minha popularidade, até porque ninguém acredita em pesquisa no Brasil. Esses panelaços foram estimulados pela Globo, endossado pela revista Veja, entre outros órgãos de imprensa. É uma campanha deslavada, descomunal, contra um chefe de Estado que cortou a propaganda, acabou a mamata para eles", disse.

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