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"Prisão da Lava Jato" será usada como hospital para detentos com covid-19

Cela dividida pelo funcionário da Odebrecht Luiz Eduardo da Rocha Soares e o empresário Olívio Rodrigues Júnior no Complexo Médico Penal de Pinhais  - Folhapress
Cela dividida pelo funcionário da Odebrecht Luiz Eduardo da Rocha Soares e o empresário Olívio Rodrigues Júnior no Complexo Médico Penal de Pinhais Imagem: Folhapress

Vinicius Konchinski

Colaboração para o UOL, em Curitiba

23/03/2020 16h48

A galeria que abriga os presos da operação Lava Jato no CMP (Complexo Médico Penal) de Pinhais (PR) será convertida num hospital para atender detentos infectados pelo coronavírus.

Uma portaria do Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná) divulgada hoje determinou que as celas ocupadas pelos presos da operação sejam adequadas para servir quem precisa de atendimento de saúde.

Segundo a portaria, os presos da Lava Jato serão transferidos para outro espaço do CMP.

A galeria ocupada por eles é a de número sete. Antes da Lava Jato, essa galeria foi o Hospital Penitenciário do sistema prisional do Paraná.

De 2017 a 2019, o espaço ficou fechado para reforma. Inicialmente, a obra custaria R$ 471 mil e seria concluída em dezembro de 2018. Custou R$ 631 mil e só terminou em maio de 2019.

A reforma não incluiu novos equipamentos para o hospital. Sem mobiliário específico para atender presos doentes, o Depen-PR resolveu converter o antigo hospital em celas para presos da Lava Jato.

Agora, com o surto de coronavírus, o órgão mudou novamente o uso do local, reativando o Hospital Penitenciário.

A portaria do Depen-PR informa, contudo, que o espaço não é adequado para "tratamentos médicos que demandem aparelhos para a manutenção da vida em momentos de crise como a deficiência em atividades cardiorrespiratórias".

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