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Instagram põe alerta de notícia parcialmente falsa em post de Regina Duarte

Regina Duarte ao lado do presidente Jair Bolsonaro - Alan Santos/PR
Regina Duarte ao lado do presidente Jair Bolsonaro Imagem: Alan Santos/PR

Do UOL, em São Paulo

01/04/2020 17h19

O Instagram colocou aviso de "notícia parcialmente falsa" em post publicado pela secretária de Cultura, Regina Duarte, que possui 2,3 milhões de seguidores.

Na mensagem, postada três dias atrás, Regina escreveu: "Vou ser responsável. Vou tomar todas as precauções, mas não vou deixar que o medo da covid-19 possa ser mais forte que a minha esperança. #tamosjuntos".

A rede social, que pertence ao Facebook, analisou o post por meio de "verificadores de fatos independentes" e chegou à conclusão. "Informação parcialmente falsa".

"As informações nessa publicação são uma mistura de afirmações verdadeiras e falsas ou podem ser enganosas ou incompletas", explica a rede social.

Após pressão de entidades e da própria sociedade civil, as três principais redes sociais —Twitter, Instagram e Facebook— têm apertado cada vez mais o cerco contra publicações supostamente falsas ou enganosas.

No domingo, por exemplo, o próprio presidente Jair Bolsonaro já havia sido "alvo". O Twitter deletou duas publicações feitas na conta de Bolsonaro "por violação às normas da rede social".

Os tuítes foram feitos durante passeio de Bolsonaro a regiões do Distrito Federal durante a manhã, na qual conversou com apoiadores e vendedores de rua e defendeu a reabertura do comércio, apesar das orientações de órgãos de saúde.

Na segunda-feira, 29, a rede social adotou postura semelhante e tirou do ar dois tuítes do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e um do senador Flávio Bolsonaro, que republicavam vídeo antigo do médico Dráuzio Varella. As postagens teriam violado as normas sobre conteúdos enganosos, visto que a gravação era datada de janeiro, mas os tuítes passavam a ideia de ser algo recente.

Na segunda foi a vez do Facebook e do Instagram. À BBC News Brasil, um porta-voz da rede social confirmou que eles optaram por excluir o vídeo em que Bolsonaro conversava com um vendedor ambulante em Taguatinga, no Distrito Federal.

"Removemos conteúdo no Facebook e Instagram que viole nossos Padrões da Comunidade, que não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas", informou o Facebook em nota.

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