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Coronavírus

Coronavírus: Osmar Terra se opõe a Mandetta e vê epidemia perto do fim

Do UOL, em São Paulo

13/04/2020 13h45Atualizada em 13/04/2020 18h28

O deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) confrontou hoje, no UOL Debate, a avaliação do Ministério da Saúde e disse que o Brasil está próximo do fim do pico da pandemia do novo coronavírus. Segundo o titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, o topo da curva deve se manter até meados de junho.

O programa reuniu, além de Osmar Terra, os deputados federais Carla Zambelli (PSL-SP) Major Vitor Hugo (PSL-GO) e Coronel Tadeu (PSL-SP), além do senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

"Eu tenho me preocupado com essa questão do número porque está um pânico muito grande na população. Há pouco tempo atrás, estava um virologista (em referência a Átila Iamarino) dizendo que ia ter um milhão de mortos. Aí vem o The Intercept que prevê 432 mil mortos no Brasil. Tudo isso alimentando pânico da população", afirmou.

"Essa epidemia não vai ser mais grave do que todas as epidemias de inverno que temos juntas (...). É difícil acertar um número exato, mas te garanto que minha margem de erro vai ser muito menor do que estão dizendo que vai ser 1 milhão, 432 mil."

Ainda segundo Osmar Terra, os cálculos de letalidade ou de atividade econômica podem ser feitos com base na situação chinesa. "Não parou a atividade econômica da China — bloqueou a província (de Hubei, onde foram registrados os primeiros casos), desbloqueou. Ali que dá para prever como vai ser a epidemia nos países", explicou.

Ainda para o deputado gaúcho, a pandemia "não é o apocalipse como estão prevendo". O vírus, diz, "não obedece decreto do governador — ele vai infectando com uma velocidade assombrosa", em referência ao chamado efeito rebanho, no qual a população tende a desenvolver anticorpos frente ao contágio.

"Já está assombrando o mundo todo. Ele se propaga através dos portadores assintomáticos. Quase 99% dos portadores do vírus não vão ter sintomas. Vão estar contaminando, depois criando anticorpos para cumprir o rito de todas as epidemias virais", alegou ainda Terra, que acredita que "nós já estamos chegando perto do efeito rebanho".

"Ele já está chegando no pico. Ele deve chegar essa semana, se já não chegou. A dúvida é se dia 8 de abril foi o pico. Dia 8 teve um número muito elevado de casos novos - 2,2 mil casos novos. Nos dias seguintes, 9, 10, 11, 12, não teve nenhum número que superou isso. Pode ser o início. Acho que temos que esperar até o final da semana", acrescentou, indo além.

"O que nós estamos vendo é que estamos chegando neste ponto. Eu vi o ministério (da Saúde) falando que vai chegar em junho, final de junho, final de maio... Eu estou convencido que o pico é agora, e termina em maio. Graças a Deus, essa epidemia termina no final de maio", projetou.

Em seu cálculo, Osmar Terra disse que 4.890 municípios do Brasil não têm casos registrados do novo coronavírus, o que não justificaria medidas restritivas neles. E que o número mostra justamente que a pandemia no país já está a caminho do fim.

"Curva aguda, aparentemente, pode ter chegado no dia 8. Vamos ver. Quero mostrar que esta curva aguda aqui e toda essa quarentena, sofrimento enorme, pobres estão passando fome. Não teve nenhum achatamento (da curva frente à quarentena)", disse.

"O vírus está em toda parte. Não vai chegar amanhã na favela, não está programando viagem do bairro rico para a favela. O que quero dizer é que todo esse sofrimento, quarentena, lojas fechadas... Não resolveu. A curva está seguindo normal", defendeu.

O isolamento social é defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a principal medida de combate à pandemia da covid-19. Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom, a precaução "é a única opção que temos" frente ao contágio internacional. "É vital respeitar a dignidade do próximo. É vital que os governos se mantenham informados e apoiem o isolamento", defendeu.

Segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, o Brasil registra 22.169 casos do novo coronavírus, com 1.223 mortes.

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