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OMS volta a defender isolamento social: 'é a única opção que temos'

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus reforçou a importância do confinamento como medida de combate à covid-19 -
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus reforçou a importância do confinamento como medida de combate à covid-19

Do UOL, em São Paulo

30/03/2020 13h22

O diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) voltou a bater na tecla do isolamento social como principal medida de combate à pandemia da covid-19. Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Tedros Adhanom Ghebreyesus deixou claro que a precaução "é a única opção que temos para derrotar esse vírus".

"É vital respeitar a dignidade do próximo. É vital que os governos se mantenham informados e apoiem o isolamento. Os governos precisam garantir o bem-estar das pessoas que perderam sua renda", disse Tedros.

A fala vem um dia após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tirar o domingo para fazer um passeio pelas ruas do Distrito Federal, o que contraria as recomendações do Ministério da Saúde. Ele foi a cidades como Taguatinga e Ceilândia e conversou com pessoas em comércios que seguem abertos e trabalhadores informais.

Na coletiva, o diretor da OMS também lembrou a importância de se oferecer uma alternativa de renda às pessoas seriamente afetadas pelo isolamento social. "Cada indivíduo é importante, cada indivíduo é afetado pelas nossas ações. Qualquer país pode ter trabalhadores que precisam trabalhar para ter o pão de cada dia. Isso precisa ser levado em conta", afirmou.

Na área dos serviços de saúde, Tedros apontou a necessidade de se balancear o combate ao coronavírus com as demandas ordinárias dos países, sem deixar de atender pacientes que não sejam suspeitos de ter a convid-19.

"É preciso buscar um equilíbrio entre a resposta à covid-19 e os serviços essenciais de saúde. Criar uma força de trabalhadores capaz de lidar com outras demandas além do coronavírus", explicou Tedros.

Outro tema abordado na coletiva foi comentado por Michael J. Ryan, diretor-executivo da organização. Ele garantiu que a OMS vai usar sua influência para tentar aumentar o número de testes feitos em países que possam estar subnotificando os casos da doença. "Vamos pressionar (as nações) para aumentar número de testes", disse.

Enquanto o Brasil registra 4.371 casos confirmados do coronavírus e 141 mortes, a pandemia continua atingindo patamares impressionantes pelo mundo. Estima-se que o número de infectados passe dos 700 mil e as vítimas fatais já sejam mais de 35 mil.

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