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Marina: 'Moro combateu petrolão, mas não fez nada para enfrentar florestão'

Do UOL, em São Paulo

06/05/2020 17h04Atualizada em 06/05/2020 21h55

Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva abordou o tema hoje no UOL Entrevista e fez fortes críticas a Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública do governo Bolsonaro. Ela comparou o que chama de "florestão" ao "petrolão" e acusou o ex-juiz de ignorar o desmatamento ilegal — assim como Ricardo Salles, do Meio Ambiente, teria errado na forma como lidou com o derramamento de óleo que atingiu praias do Nordeste.

"O Moro não fez nada para combater o florestão. Roubar dinheiro público na Petrobras não é diferente de roubar patrimônio, em forma de terra, de ave, de madeira. Há roubo de terra, de madeira. Isso deveria ser combatido da mesma forma que foi combatido o petrolão, e isso não foi feito", reclamou. A conversa foi conduzida pelo colunista do UOL Tales Faria.

O atual ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, também não escapou das críticas de Marina.

"Quando tocaram fogo em viaturas do Ibama, lá em Rondônia, o Salles foi visitar as pessoas que tacaram fogo. Eu fui ministra do Meio Ambiente e sei como essas pessoas são frágeis, ameaçadas de morte o tempo todo. Agora, você ter um ministro que se reúne com aqueles que mandaram tocar fogo nas viaturas, sinceramente, o que falta para ver que tem crime de responsabilidade, que é um processo de prevaricação [quando o funcionário público não cumpre sua função]?".

"Aí tem processo. O ministro vai ver derramamento de óleo e fala que foi o Greenpeace. Sem nenhum constrangimento. Eles dizem que quem pôs fogo foram ONGs ambientalistas, quando tem um inquérito da PF com um WhatsApp com 80 pessoas que mandavam colocar fogo na Amazônia em homenagem ao presidente. Isso é ocupar uma função pública em prejuízo da lei, em prejuízo do interesse público", concluiu.

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