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Ministro do Turismo diz que liberar cassinos não é legalizar jogos de azar

O ministro vê os cassinos como uma forma de tornar o turismo mais atrativo pós-pandemia - Jake Spring/Reuters
O ministro vê os cassinos como uma forma de tornar o turismo mais atrativo pós-pandemia Imagem: Jake Spring/Reuters

Do UOL, em São Paulo

20/05/2020 15h30

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, voltou a defender hoje a liberação de cassinos em resorts. No entanto, afirmou que a volta dos jogos de azar não é uma política do governo Bolsonaro:

"Não defendemos a legalização de jogos de azar, bingos, caça-níqueis. O que defendemos é cassinos integrados aos resorts, que ocupam cerca de 3% a 5% do resort, ajudam a subsidiar as tarifas do resort. Essa é a ideia", explicou o ministro em entrevista ao jornal O Tempo.

Para Álvaro Antônio, o projeto é uma forma de tornar o turismo brasileiro mais atrativo na retomada da indústria. Ele garantiu que as discussões sobre o tema foram suspensas durante a pandemia do novo coronavírus.

O ministro defendeu, também, que colocar os cassinos dentro de resorts em regiões de IDH baixo é uma solução para limitar o acesso da população mais pobre a esse tipo de estabelecimento:

"Eu não falaria em cassino. Falaria em cassinos integrados a resorts, onde terão acesso as pessoas que consigam contratar um pacote turístico para passar férias naquele resort. Isso vai preservar o grosso da população brasileira de ter acesso às maquininhas. A alternativa de colocar isso em regiões com IDH mais baixo é defendido pelo Ministério do Saúde. As famílias do Nordeste não querem viver com a muleta do governo. Por isso, defendemos nessas regiões."

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