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Bolsonaro compartilha vídeo pró-armas: 'A garantia de um povo livre'

No vídeo, o ex-ator Charlton Heston relaciona o direito ao armamento com as noções de liberdade e patriotismo - Reprodução/Instagram
No vídeo, o ex-ator Charlton Heston relaciona o direito ao armamento com as noções de liberdade e patriotismo Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo*

25/05/2020 09h02Atualizada em 25/05/2020 13h24

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) compartilhou na manhã de hoje em suas redes sociais um vídeo pró-armas do ator norte-americano Charlton Heston (1923-2008).

No vídeo, gravado em 2000 num comício da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), principal organização civil pró-armas dos Estados Unidos, Heston faz um discurso relacionando o direito ao armamento nos Estados Unidos com as noções de liberdade e patriotismo.

"Quando as mais modestas mãos podem possuir um instrumento tão extraordinário, isso simboliza a medida completa da dignidade humana e liberdade", diz Heston em um trecho da gravação.

Na segunda metade do vídeo, Heston segura um rifle e diz, direcionando a mensagem ao então candidato democrata à presidência dos Estados Unidos Al Gore, que aquela arma só seria tirada de suas mãos quando estivesse morto.

O discurso de Heston foi feito em um momento em que os EUA, país de tradição armamentista, discutiam a possibilidade de restringir o acesso dos cidadãos a armas de fogo. Al Gore defendia a medida.

Um ano antes, em 20 de abril de 1999, dois adolescentes assassinaram 15 pessoas em um colégio na cidade de Columbine, no estado do Colorado.

Conhecido por interpretar Ben-Hur no filme homônimo (1959) e George Taylor em "Planeta dos Macacos" (1968), Heston também foi presidente da NRA entre 1998 e 2003.

No vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, liberada na íntegra na última sexta-feira (22) pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Celso de Mello, Bolsonaro defendeu armar a população para "impedir uma ditadura" no Brasil.

"Estou armando o povo porque não quero uma ditadura, não dá para segurar mais", afirmou.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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