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Governo Bolsonaro

"Onde querem sacanagem, tiram militar de fora", diz Bolsonaro

Do UOL, em São Paulo*

07/06/2020 12h54

Jair Bolsonaro (sem partido) não participou das manifestações que dividiram a Esplanada dos Ministérios nesta manhã, em Brasília. Por volta de meio-dia, o presidente saiu do Palácio da Alvorada e, sem máscara, cumprimentou apoiadores que estavam do lado de fora. Em diálogo com um apoiador, que pedia uma conversa com a sociedade civil para assuntos relacionados à Amazônia, o presidente disse que a expressão não deveria ser usada, pois foi inventada "para tirar militar de fora".

"Vamos corrigir, não tem sociedade civil, tem sociedade. Aqui é uma sociedade só. Isso inventaram para tirar militar de fora. Onde querem sacanagem, tiram militar de fora", disse.

Após 20 minutos de conversa com apoiadores, o presidente retornou à residência oficial.

Bolsonaro tem sido criticado por opositores pela nomeação de militares em diferentes áreas do governo, principalmente no Ministério da Saúde. Em meio à pandemia do novo coronavírus, a pasta está sendo comandada pelo general Eduardo Pazuello, com militares em outros postos chave do ministério.

A um grupo de eleitores do estado do Amazonas que criticavam a atuação do Ibama, Bolsonaro disse que o governo está "preocupado". Ele voltou a dizer que índios são utilizados como "massa de manobra" por organizações não-governamentais e países interessados na região.

"A Amazônia é visada pelo mundo todo, não é à toa que tem várias ONGS lá, não é de hoje. Pretendem nos tornar mais fracos na Amazônia. Vários países estão de olho é na riqueza e diversidade que tem lá. Eu dei um freio de arrumação. Todo mundo aqui é favorável a índio, que é nosso irmão, mas o índio sempre foi massa de manobra nessas questões aí", disse Bolsonaro.

Em novo ataque a meios de comunicação, o presidente disse que "a imprensa é desonesta". "Tem imprensa ouvindo aqui e eu não posso ficar muito à vontade. Você entende o que estou fazendo aqui e o que eu não estou fazendo", disse a um apoiador.

Bolsonaro comentou, ainda, a prisão de um ex-secretário estadual em Santa Catarina, Douglas Borba, em uma operação que investiga a compra, sem licitação e com pagamento adiantado de R$ 33 milhões, de 200 respiradores usados no tratamento da covid-19. "Roberto Jefferson falou do Covidão", disse o presidente, citando o ex-deputado condenado no mensalão e, agora, seu aliado.

Com informações da Estadão Conteúdo.

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