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Familiares de Michelle Bolsonaro recebem auxílio de R$ 600, diz site

Michelle Bolsonaro durante solenidade em Comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado, no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress
Michelle Bolsonaro durante solenidade em Comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado, no Palácio do Planalto Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Do UOL, em Brasília

28/06/2020 13h04

Familiares da primeira-dama Michelle Bolsonaro, mulher do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), receberam pelo menos uma parcela do auxílio emergencial de R$ 600, segundo o portal Metrópoles.

Entre os beneficiários estariam seu padrasto, Antônio Wilton Farias Lima, sua madrasta, Maísa Torres Antunes e três tias maternas, informa o portal. Quatro deles moram em Ceilândia e no Sol Nascente, entre as regiões mais carentes do Distrito Federal, e outro, em Brasília.

Não há indícios de irregularidades no recebimento da ajuda do governo federal. O auxílio em três parcelas de R$ 600 cada é voltado a pessoas de baixa renda que tiveram o trabalho prejudicado em decorrência da pandemia do coronavírus. O governo estuda estender a ajuda por mais dois meses.

Entre os requisitos para receber o auxílio estão ter renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 522,50) ou renda familiar mensal total de até três salários mínimos (R$ 3.135,00), além de não ter recebido rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 em 2018.

Ainda, é preciso ter mais que 18 anos, não ter emprego formal, não ser beneficiário previdenciário ou assistencial, e não receber seguro-desemprego ou ajuda de outro programa de transferência de renda federal a não ser o Bolsa Família, entre outros pontos.

O UOL procurou a Presidência para um posicionamento e aguarda resposta.

Michelle Bolsonaro nasceu e foi criada em Ceilândia, onde parte dos parentes ainda vive. Ela estudou em escola pública e ajudou a sustentar a família ao longo dos anos.

Ceilândia é conhecida como o principal ponto de encontro de nordestinos no Distrito Federal. Sol Nascente começou como uma invasão na periferia de Brasília e hoje é uma das maiores favelas do Brasil. O local ainda é alvo frequente de grileiros.

Michelle não esconde a origem humilde da família e, atualmente, costuma se dedicar a movimentos em prol de crianças pobres e deficientes.

Jair Bolsonaro às vezes vai a Ceilândia, embora nem sempre apenas para visitar os parentes de Michelle. Em 29 de março, em meio à pandemia do coronavírus, ele foi ao comércio de Ceilândia, entre outras regiões do Distrito Federal. Ele também promoveu uma carreata no local durante a campanha à Presidência em setembro de 2018.

Em agosto do ano passado, a Folha mostrou que a avó materna da primeira-dama, Maria Aparecida Firmo Ferreira, permaneceu dois dias em uma maca improvisada no Hospital Regional de Ceilândia com suspeita de fratura no fêmur. Ela foi transferida para o Hospital de Base, instituição pública na Asa Sul, região nobre de Brasília, logo após a reportagem ter procurado o governo do Distrito Federal.

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