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Witzel é aguardado para depor à PF; Alerj reabre sessões do impeachment

25.jan.2019 - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, após reunião com a bancada de deputados federais eleitos pelo estado - Tânia Rêgo/Agência Brasil
25.jan.2019 - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, após reunião com a bancada de deputados federais eleitos pelo estado Imagem: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

09/07/2020 13h05

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), é aguardado pela PF (Polícia Federal) para prestar dois depoimentos diferentes, entre hoje e amanhã (10). No primeiro, Witzel responderá sobre o inquérito que apura suspeitas de fraudes em contratos da área da saúde durante o estado de emergência decretado pela pandemia do coronavírus. A primeira-dama, Helena Witzel, também deve prestar esclarecimentos sobre o caso.

Ainda não se sabe, no entanto, onde Witzel será interrogado. Por ser governador, ele pode optar por ser ouvido em outro local. Na residência do casal e no Palácio Guanabara, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) apreendeu documentos e computadores que trazem registros das negociações na área da saúde. As relações do escritório de direito da primeira-dama com prestadores de serviço do governo também é apurada.

As supostas fraudes embasam o processo de impeachment contra o governador, que é conduzido na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A partir de hoje, a Casa Legislativa volta a contar o prazo de dez sessões para que o chefe do Executivo apresente a sua defesa.

A assessoria do governador não informa onde Witzel prestará depoimento. O comunicado oficial informa que o governador cumpre agenda no município de Nova Friburgo, na região serrana do estado.

Amanhã, o governador voltará a ser ouvido por policiais federais, mas em outro inquérito. Na ocasião, ele será interrogado em relação à sua conduta nos momentos posteriores a um sequestro na Ponte Rio-Niterói em agosto do ano passado.

Depois de um atirador de elite ter atingido um homem que fazia reféns dentro de um ônibus, Witzel chegou ao local de helicóptero e comemorou o desfecho do caso com socos no ar. A atitude dele foi criticada na época.

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