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Queiroz volta a apartamento no Rio após passar por exames pela manhã

Usando uma máscara preta, Fabrício Queiroz é visto dentro de um carro do TJ-RJ ao deixar o condomínio onde mora no RJ - Wilton Junior/Estadão Conteúdo
Usando uma máscara preta, Fabrício Queiroz é visto dentro de um carro do TJ-RJ ao deixar o condomínio onde mora no RJ Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

14/08/2020 11h28Atualizada em 14/08/2020 16h25

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), está de volta ao seu apartamento, onde cumpre prisão domiciliar há 35 dias, após realizar exames na manhã de hoje.

No momento, ele aguarda a polícia judiciária cumprir a decisão tomada ontem pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que revogou a prisão domiciliar dele. A mulher do ex-assessor, Márcia de Aguiar, também teve a prisão revogada.

De acordo com o advogado do ex-assessor de Flávio Bolsonaro, ele se dirigiu inicialmente a um hospital do Rio para realizar exames. A BandNews TV informou que Queiroz foi até uma clínica particular, localizada na Avenida das Américas, na Zona Oeste da cidade.

A CNN informou que ele realizou exames pré-operatórios para uma cirurgia no ombro. Ele havia solicitado a permissão para fazer exames há alguns dias, acrescentou a emissora.

Segundo a CNN, a decisão do STJ já está no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), mas a corregedoria espera decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de conceder ou não o habeas corpus para o casal. O pedido ao Supremo foi protocolado pela defesa do ex-assessor.

Ontem, o ministro Felix Fischer determinou que o TJ-RJ analise a situação dos dois e ordenou que eles voltassem ao regime fechado.

Domiciliar por risco de coronavírus

No mês passado, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, concedeu prisão domiciliar a Queiroz argumentando que o ex-assessor está no grupo de risco da covid-19 - ele se recupera de um câncer. O magistrado ainda estendeu o benefício a Marcia, argumentando que ela precisaria cuidar do marido.

Queiroz é apontado pelo Ministério Público como operador financeiro do esquema das "rachadinhas" no gabinete de Flavio enquanto ele era deputado estadual na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), fato negado pelo político. Ele é investigado por peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e ocultação de bens.

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