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MP-RJ investigará 'guardiões do Crivella' e PSOL pede impeachment

Prefeito do Rio de Janeiro teria esquema ilegal para evitar reclamações contra a Saúde - Maurício Almeida/AM Press & Images/Estadão Conteúdo
Prefeito do Rio de Janeiro teria esquema ilegal para evitar reclamações contra a Saúde Imagem: Maurício Almeida/AM Press & Images/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

01/09/2020 11h15

O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) confirmou hoje que investigará o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), por supostamente manter um serviço ilegal em que servidores ficavam na porta de hospitais para evitar que a população denunciasse problemas na área da Saúde à imprensa. Pelo mesmo motivo, o PSOL promete formalizar um pedido de impeachment contra Crivella na Câmara dos Vereadores.

O esquema foi denunciado pela TV Globo ontem, após repórteres da emissora serem interrompidos por seguidas vezes enquanto faziam entrevistas com pacientes na porta de hospitais da cidade. Segundo a emissora, a organização se dava por meio de um grupo no WhatsApp chamado "guardiões do Crivella", composto por funcionários da Prefeitura.

Por causa da denúncia, o MP-RJ respondeu ao UOL que instaurou hoje um "procedimento preparatório criminal para investigar a possível prática de crimes que teriam sido cometidos pelo prefeito Marcelo Crivella". Segundo o órgão, Crivella será avaliado pelos possíveis crimes de associação criminosa e prática de conduta criminosa, este último com relação às suas responsabilidades como prefeito.

Já o PSOL entregou um pedido de impeachment na Câmara municipal. A informação foi antecipada pelo deputado federal Marcelo Freixo no Twitter e depois confirmada pelo vereador Tarcísio Motta, que protocolou no início da tarde o pedido.

"Esperava que Crivella guardasse a Saúde, cuidasse das pessoas. Não foi bem isso que aconteceu. Guardiões do Crivella não passam de milícias pagas com dinheiro público. Vergonha!", escreveu Freixo sobre o esquema.

A vereadora Teresa Bergher (Cidadania) também confirmou nas redes socias que vai apresentar um pedido para instaurar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre o esquema na Câmara. No Instagram, Teresa se disse "perplexa" pela revelação do esquema.

"Contratar pessoas com dinheiro público para impedir que o cidadão tenha acesso à informação? É revoltante", afirmou a vereadora carioca.

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