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Eduardo Bolsonaro diz à PF que insinuação de golpe era 'análise de cenário'

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante encontro de bolsonaristas em Niterói (RJ) - Saulo Ângelo/Futura Press/Estadão Conteúdo
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) durante encontro de bolsonaristas em Niterói (RJ) Imagem: Saulo Ângelo/Futura Press/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

25/09/2020 19h44

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) respondeu à PF (Polícia Federal) sobre uma insinuação de golpe que fez ainda no final de maio, no contexto do início das investigações do inquérito das fake news, tocado pelo STF (Superior Tribunal Federal). Em depoimento obtido pela CNN Brasil, o deputado considerou que a fala "foi uma análise de um cenário".

Eduardo Bolsonaro prestou depoimento à PF por mais de seis horas na última terça-feira (22) em seu gabinete em Brasília. O filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi convocado para prestar esclarecimentos por conta das investigações sobre a organização e financiamento de atos antidemocráticos, em mais um inquérito do STF.

"Foi uma análise de um cenário, e não uma defesa de ideia", disse o deputado, acrescentando que "inexiste qualquer tipo de organização criminosa voltada para a subversão da ordem democrática".

Em maio, Eduardo cogitou a necessidade de uma "medida enérgica" por parte do presidente em entrevista ao canal Terça Livre. O canal pertence ao blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que já foi alvo de mandado de busca e apreensão por suspeita de envolvimento com os atos antidemocráticos.

Depoimento Eduardo Bolsonaro - Reprodução/CNN Brasil - Reprodução/CNN Brasil
Trecho de depoimento do deputado cedido à Polícia Federal
Imagem: Reprodução/CNN Brasil

"Quando chegar ao ponto em que o presidente não tiver mais saída e for necessária uma medida enérgica, ele é que será taxado como ditador", afirmou o deputado na entrevista. "Eu entendo essas pessoas que querem evitar esse momento de caos. Mas falando bem abertamente, opinião do Eduardo Bolsonaro, não é mais uma opinião de 'se', mas de 'quando' isso vai ocorrer", acrescentou ele à época.

Sobre esta última declaração, Eduardo disse que foi feita no contexto de "divergência entre os poderes executivo e judiciário, mas que atualmente não acredita que tão ruptura possa ocorrer".

Em um depoimento de dez páginas, o filho do presidente ainda negou a todo momento participação ativa ou apoio a atos antidemocráticos que foram realizados em Brasília e pediam o fechamento do Congresso e do STF. Eduardo Bolsonaro também disse não participar nem incentivar a disseminação de fake news.

No entanto, o deputado aproveitou para opinar sobre a prisão da extremista de direita Sara Geromini, conhecida como Sara Winter. Eduardo disse que considera "arbitrária" a detenção da ativista, que liderava o grupo "300 do Brasil", autoproclamado um grupo armado de direita.

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