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"Bolsonaro quer justificar o injustificável", diz Malafaia sobre Kássio

O pastor Silas Malafaia e o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante Culto da Palavra no templo sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no bairro da Penha, zona norte do Rio, na noite desta terça-feira - WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
O pastor Silas Malafaia e o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), durante Culto da Palavra no templo sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no bairro da Penha, zona norte do Rio, na noite desta terça-feira Imagem: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

03/10/2020 16h21

Silas Malafaia disse, na tarde de hoje, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) quer "justificar o injustificável", ao criticar indicação do desembargador Kássio Nunes Marques à vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

E, para fundamentar as críticas, o pastor e líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo mostrou documentos do julgamento de pedido de deportação do ex-terrorista italiano Cesare Battisti, ocorrido em 2015. Kássio é acusado por apoiadores de Bolsonaro de ter votado contra a deportação. Nos documentos, o nome de Kássio Nunes Marques aparece como "presidente da sessão".

"Desde quando, no mundo, alguém terrivelmente da direita vota a favor de um terrorista, comunista e assassino? Em lugar nenhum! Aqui está o voto do indicado para o STF a favor do terrorista. O Presidente quer justificar o injustificável. Vergonha total!", escreveu Malafaia, nas redes sociais.

Malafaia também rebateu às críticas feitas por Bolsonaro, que definiu como "uma covardia o que estão fazendo com ele [Kássio]". Na ocasião, o presidente disse ainda que a indicação está mantida, a não ser que apareça algum "fato novo gravíssimo" contra o indicado, o que acredita que não vai acontecer por ter pesquisado a vida dele.

"Covardia? É alguém votar na direita e o eleito colocar um camarada da esquerda no STF. Nomeado por Dilma, apoiado por toda a esquerda , e por um dos maiores inimigos de Bolsonaro , o presidente da OAB. Sou aliado, não alienado! Totalmente livre para emitir minhas opiniões", disse Malafaia.

Quais são os próximos passos?

A indicação de Kassio Nunes Marques por Bolsonaro foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União. Para assumir o cargo, ele terá de passar por sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e ter o nome aprovado no plenário da Casa.

Quando a mensagem com a indicação chegar ao Senado, a Mesa Diretora a despachará para a CCJ. A presidente da comissão, senadora Simone Tebet (MDB-MS), deverá indicar um relator e os membros do colegiado poderão deliberar sobre a indicação.

Normalmente, uma sessão é usada para a leitura do parecer, com pedido de tempo para análise, e em outra sessão, é realizada a sabatina com a votação do nome do indicado. Sendo aprovado na CCJ, o nome segue para análise do plenário.

Por causa da pandemia do coronavírus e da suspensão da maioria das atividades no Congresso Nacional, o Senado realizou processos semelhantes de forma semipresencial. No caso, a vista coletiva não foi utilizada e o parecer apresentado com maior antecedência.