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Justiça determina bloqueio de bens de Cristiane Brasil e Pedro Fernandes

Cristiane Brasil, pré-candidata à prefeitura do Rio pelo PTB - Reprodução/Twitter
Cristiane Brasil, pré-candidata à prefeitura do Rio pelo PTB Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

21/10/2020 20h01

A Justiça determinou ontem o bloqueio das contas bancárias, aplicações financeiras e dos bens da ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB) e de Pedro Fernandes (PSC), ex-secretário de Educação do Rio. A decisão é da 26ª Vara Criminal do Rio de Janeiro.

A medida também atinge outras cinco pessoas e quatro empresas. Todos são suspeitos de terem participado de um esquema de fraudes entre 2013 e 2018 que desviou R$ 120 milhões do governo e da prefeitura do Rio, segundo investigação do Ministério Público do Rio.

Na semana passada, uma decisão do TJRJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) mandou soltar Cristiane e Pedro Fernandes.

Cristiane Brasil alegou 'perseguição política'

Ao se entregar, a filha do ex-deputado Roberto Jefferson — que era pré-candidata à Prefeitura do Rio — protestou em vídeo divulgado em suas redes sociais.

"É um absurdo que uma denúncia antiga, de 2012, 2013, esteja sendo cumprida agora, um mandado de prisão preventiva contra mim, faltando dias para as eleições, contra mim e os outros dois principais candidatos. Isso num momento em que a minha candidatura se fortalece", disse Cristiane Brasil.

Cristiane, que chegou a ser cogitada para ser ministra do governo Jair Bolsonaro, afirmou na ocasião ser vítima de "perseguição politica". Durante o período de prisão, o PTB retirou a pré-candidatura de Cristiane à prefeitura do Rio.

Na época, a assessoria de imprensa de Pedro Fernandes informou que ele "ficou indignado com a ordem de prisão". O ex-deputado estadual — que durante a prisão domiciliar foi exonerado pelo governador interino do Rio, Cláudio Castro (PSL) — disse confiar que a inocência dele será provada.

A 2ª fase da Operação Catarata investiga fraudes em contratos de licitação da Fundação Leão 13, que é vinculada ao governo do estado e voltada a ações para pessoas de baixa renda. No caso, são investigados contratos relativos a atendimentos oftalmológicos, por isso o nome da operação.

De acordo com o MP, o grupo criminoso utilizava-se de empresas compostas por familiares, empregados e pessoas próximas, assim como de OSs (Organizações Sociais), para conferir aparência de competitividade e fraudar licitações.

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