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C. Bolsonaro admite uso do fundo eleitoral e diz que doará parte de salário

O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) em cerimônia de inauguração da primeira Escola Municipal Cívico-Militar do Rio de Janeiro - Alexandre Neto/Photopress/Estadão Conteúdo
O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) em cerimônia de inauguração da primeira Escola Municipal Cívico-Militar do Rio de Janeiro Imagem: Alexandre Neto/Photopress/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL, em São Paulo

27/10/2020 19h06Atualizada em 27/10/2020 21h40

O candidato a vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Republicanos), admitiu o recebimento de adesivos e cartões de campanha com recursos vindos do fundo eleitoral, conforme noticiou o jornal O Globo. Pelas redes sociais, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que tomou conhecimento do fato recentemente e que doará parte de seu salário como forma de devolver o valor gasto com os recursos.

Segundo O Globo, documentos enviados à Justiça Eleitoral mostram que R$ 22.125, em materiais para a campanha de reeleição de Carlos à Câmara dos Vereadores, foram recebidos da chapa de Marcelo Crivella (Republicanos), candidato a prefeitura do Rio, o que corresponde a 33,5% do total de receitas declarado pelo filho do presidente da República. A origem do dinheiro foi o fundo eleitoral.

No início de sua campanha, Carlos se comprometeu a não utilizar verbas do fundo eleitoral. Segundo ele, ao tomar conhecimento do ocorrido após prestação de contas, procurou formas de devolver o recurso, o que não seria possível.

"Respeitando nossos princípios, me comprometi a, periodicamente, destinar parte do meu salário a entidades que promovam a caridade ou as pautas de nossos eleitores, até chegar ao valor equivalente, cerca de R$ 22 mil reais", diz a publicação de Carlos Bolsonaro no Facebook.

Carlos afirmou que sua campanha seguirá sem utilização de recursos diretos ou indiretos vindos do fundo eleitoral, sendo paga apenas com doações voluntárias.