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Defesa de Flávio Bolsonaro faz pedido para PGR investigar Receita, diz TV

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em foto de arquivo - Roque de Sá/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em foto de arquivo Imagem: Roque de Sá/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

27/10/2020 21h58

A defesa do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entrou ontem com um pedido de notícia-crime para que a PGR (Procuradoria Geral da República) apure suposta conduta ilegal de agentes da Receita Federal em investigação contra ele.

Os advogados do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediram a identificação dos funcionários do Serpro (Serviço de Processamento de Dados) que tiveram acesso a informações fiscais do senador e de sua esposa, Fernanda Bolsonaro. A informação foi divulgada na noite de hoje pela TV Globo.

Segundo a emissora, os procuradores da equipe de Augusto Aras estão analisando os pedidos.

As acusações foram ventiladas em reunião que contou com a participação de Bolsonaro, os advogados de Flávio, o ministro Augusto Heleno (GSI) e o diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem. O encontro, que ocorreu em agosto no Palácio do Planalto e não constava em agenda oficial, foi revelado pela revista Época na última sexta-feira (23).

Rachadinha

Desde julho de 2018, Flávio Bolsonaro é investigado pelo MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) por suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação começou a partir de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

O trabalho identificou "movimentações financeiras atípicas" de 75 assessores ou ex-assessores de deputados estaduais do Rio. Fabrício Queiroz, assessor de Flávio quando o filho do presidente era deputado estadual fluminense, foi um dos citados. Ele movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. A quantia era incompatível com a renda dele.

O MP suspeita que Queiroz operava, a mando de Flávio, um esquema de "rachadinha". Ou seja, ele recolheria a maior parte dos salários dos colegas de gabinete, para repassá-lo ao filho do presidente.

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