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Política

Bolsonaro volta a criticar PCdoB e Dino e questiona voto em Manuela D'Ávila

Do UOL, em São Paulo

29/10/2020 21h35Atualizada em 29/10/2020 23h03

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar o PCdoB e Flávio Dino, filiado ao partido e governador do Maranhão. Sem apresentar dados, Bolsonaro disse que o estado nordestino é o segundo pior "em quase todos os índices", culpando a gestão de Dino.

"Estive em um estado agora administrado pelo Partido Comunista do Brasil. Com todo respeito, é o segundo pior estado em quase todos os índices. São irmãos como nós, mas a administração do PCdoB ajuda a deteriorar esses números. O que mais me pediram no Maranhão foi que eu pudesse acabar com o comunismo lá", disse o presidente, que hoje fez sua primeira visita oficial o estado.

Bolsonaro ainda questionou a liderança de Manuela D'Ávila, também do PCdoB, nas pesquisas de intenção de voto em Porto Alegre (RS). Segundo levantamento divulgado hoje pelo Ibope, a candidata aparece com 27% —uma oscilação positiva de três pontos percentuais em relação à última pesquisa (24%), no dia 5 deste mês.

"Eu olho para Porto Alegre, meus irmãos, a 'gauchada' de Porto Alegre... Uma candidata do PCdoB está lá na frente. Pensa nas consequências, vejam o que esse partido defende, os problemas que esse partido cria para a família tradicional brasileira. Será que esse é o caminho certo?", questionou, acrescentando que o comunismo "não deu certo em lugar nenhum".

O presidente disse que não pediria votos para nenhum candidato na capital gaúcha, mas criticou a escolha por Manuela. "Vocês são livres para votar, mas votar em uma candidata do PCdoB... Eu acho que é o fim da picada", opinou.

As declarações foram feitas durante sua live semanal, transmitida pelas redes sociais. A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, também participou da transmissão.

Piada homofóbica e ataques ao PCdoB

Mais cedo, durante viagem ao Maranhão, Bolsonaro fez uma piada homofóbica envolvendo maranhenses e o guaraná Jesus, um dos principais símbolos da cultura local, que é cor-de-rosa. Sem máscara e em meio a uma grande aglomeração, o presidente começou a fazer piadas com pessoas próximas.

"Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso?", disse Bolsonaro entre risos. "Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná aqui vira maranhense", emendou, mostrando a bebida.

O presidente já tinha aproveitado a visita ao Maranhão para alfinetar o governador Flávio Dino, um de seus rivais no atual cenário político. O presidente afirmou que o estado vive um "regime ditatorial", mas sem apresentar qualquer argumento concreto que fundamentasse suas declarações. Tecnicamente, nenhum ente da federação tem hoje um modelo político antidemocrático.

Após a piada homofóbica e os ataques, Flávio Dino disse que vai processar Bolsonaro por, segundo ele, usar dinheiro público "para atender a seus interesses particulares de cunho político-eleitoral, especificamente mediante deslocamentos aéreos, utilização de servidores e utilização de estruturas logísticas em evento oficial", segundo representação à que o UOL teve acesso.

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