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Política

Bolsonaro diz que homem do campo trabalhou e não foi "frouxo" na pandemia

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

18/11/2020 11h53

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje (18) que o trabalhador rural trabalhou e não foi "frouxo" durante a pandemia. A fala era baseada em um provérbio da Bíblia que diz que "se te mostrares frouxo no dia da angústia, sua força será pequena".

"Graças a vocês que não pararam, nós da cidade continuamos sobrevivendo. Se o 'fique em casa, a economia a gente vê depois', fosse aplicada no campo, teríamos desabastecimento, fome, miséria e problemas sociais. Parabéns a vocês que não se mostraram frouxos na hora da angústia, como diz aqui a passagem bíblica", disse Bolsonaro, durante evento em Goiás.

Pela manhã, o presidente já havia citado o provérbio bíblico em suas redes sociais. Ele postou a frase junto com elogios que recebeu do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ontem, na cúpula dos Brics (bloco de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, Chinas e África do Sul).

No início do ano, o então ministro da Saúde, Henrique Mandetta, defendia que a população ficasse "em casa" como precaução à contaminação do novo coronavírus. Bolsonaro criticava o ministro e a orientação defendida por epidemiologistas, com o entendimento de que era necessário cuidar de pessoas e da economia. Em diversos momentos Bolsonaro minimizou o impacto da pandemia e, em meio à retomada dos casos da doença, disse que o "Brasil tem que deixar de ser um país de 'maricas'".

O Brasil é um dos mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus. Até ontem, foram registradas 166,7 mil mortes pela doença e 5,9 milhões de infectados. Foram, em média, 557 mortes nos últimos sete dias, o que representa uma tendência de alta de 45% na variação de 14 dias atrás. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte.

Evento em Goiás

O presidente participou da entrega de 3,3 mil de títulos de propriedades rurais, no assentamento do Bom Sucesso, na cidade de Flores de Goiás. Desses documentos, 1,4 mil são definitivos, a escritura. Os demais são CCUS (concessões temporárias).

Bolsonaro estava acompanhado dos ministros das Comunicações, Fábio Faria, da Agricultura, Tereza Cristina, do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Estiveram no evento o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães e o deputado federal, Vitor Hugo (PSL-GO).

Desde que assumiu a Presidência, esta foi a 10ª vez que o presidente esteve no estado de Goiás. Durante o evento, em tom de brincadeira, considerou Caiado um "sócio do governo".

Durante o evento, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, fez uma crítica ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e disse que o grupo "invadia" casas.

"Antigamente a gente via o MST invadindo casas e hoje a gente vê o governo do Jair Messias Bolsonaro entregando casa ao povo", declarou Faria.

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