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10 meses

Esposa de Eduardo Bolsonaro: 'Movimento antivacina é coisa de retardado'

"Não sabia que existia um movimento antivacina, só pode ser coisa de retardado", escreveu Heloísa - Reprodução/Instagram
"Não sabia que existia um movimento antivacina, só pode ser coisa de retardado", escreveu Heloísa Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

24/11/2020 14h45Atualizada em 24/11/2020 16h22

Esposa do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Heloísa Bolsonaro criticou hoje o movimento antivacina, que questiona a necessidade de imunização de crianças e adultos. A declaração foi uma resposta a um seguidor que perguntou a Heloísa se Geórgia, sua filha recém-nascida, tomará todas as vacinas.

"Geórgia toma e tomará todas as vacinas para cada fase. Não sabia que existia um movimento antivacina, mas agora sabendo, só pode ser coisa de retardado", escreveu. "Depois, quando o filho tiver uma doença, quero ver ele agradecer aos pais por terem poupado ele da dor do 'pic'. Pqp, né? Por essas e outras a gente vê a volta de doenças antes erradicadas."

Heloísa Bolsonaro - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Após repercussão, Heloísa Bolsonaro reclamou da mídia em nova mensagem publicada no Instagram e disse que "não se referia à vacina contra covid", e sim "aos pais que, às vezes, querem poupar os filhos de vacinas. Poupar de dores, assim como de frustrações e etc.". "Isso para mim é irresponsabilidade com várias consequências, inclusive psicológica".

A posição de Heloísa contraria a do próprio marido, Eduardo, e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Recentemente, ambos defenderam que a vacina contra a covid-19, quando liberada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e distribuída à população, não deve ser obrigatória.

Pela legislação, cabe ao Ministério da Saúde, hoje comandado pelo general Eduardo Pazuello, determinar quais imunizantes são obrigatórios no Brasil. Vacinas como a BCG, aplicada ainda na maternidade, contra a Hepatite B e contra a poliomielite, por exemplo, são algumas delas.

Uma outra lei, sancionada em fevereiro por Bolsonaro, ainda prevê a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19. Diz o texto:

"Para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus, poderão ser adotadas, entre outras, as seguintes medidas:

I - isolamento;

II - quarentena;

III - determinação de realização compulsória de:

a) exames médicos;

b) testes laboratoriais;

c) coleta de amostras clínicas;

d) vacinação e outras medidas profiláticas; ou

e) tratamentos médicos específicos".

Críticas à vacinação obrigatória no G20

A mais recente manifestação de Bolsonaro contra a vacinação obrigatória contra a covid-19 foi feita diante dos 20 líderes das maiores economias do mundo que participam da cúpula do G20, organizada pela Arábia Saudita.

"É com esse objetivo que participamos de diferentes iniciativas voltadas ao combate à doença. No entanto, é preciso ressaltar que também defendemos a liberdade de cada indivíduo para decidir se deve ou não tomar a vacina. A pandemia não pode servir de justificativa para ataques às liberdades individuais", defendeu o presidente.

(Com RFI)

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