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Cresce número de assinaturas para instauração da CPMI da covid no Congresso

Prédio do Congresso Nacional, em Brasília - Ricardo Moraes
Prédio do Congresso Nacional, em Brasília Imagem: Ricardo Moraes

Kelli Kadanus e Natália Lazaro

Colaboração para o UOL, em Brasília

18/01/2021 12h43

Os requerimentos de criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) e cpmi (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apuram as ações do governo federal no enfrentamento da pandemia da covid-19 ganharam nova assinatura hoje.

Quem subscreveu o documento dando força para a aprovação foi o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Os documentos precisam da assinatura de 27 senadores, além dos 171 deputados na CPMI, representando 1/3 dos parlamentares para serem instauradas.

De autoria do senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), as comissões também vão apurar a participação do Executivo no agravamento da crise sanitária no Amazonas. Nos textos, o autor pede o prazo de 90 dias para instalação no Congresso.

"Ocupando o segundo lugar mundial em número de mortos pela covid-19, com mais de 207 mil óbitos, o Brasil tem dado péssimo exemplo quanto ao controle da pandemia. De modo irresponsável, o governo federal sistematicamente deixou de seguir as orientações científicas de autoridades sanitárias de caráter mundial, incluindo a Organização Mundial de Saúde", justificou o autor, no requerimento da CPMI.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje que uma CPI para tratar do colapso no sistema de saúde é "inevitável".

"Isso tudo vai acabar criando uma grande investigação. É inevitável que a gente tenha pelo menos uma grande CPI, que seja da Câmara ou do Congresso, a partir de um momento um pouco mais na frente. Certamente essa investigação vai chegar aos responsáveis pelo não atendimento ao e-mail de uma indústria farmacêutica querendo vender vacina para o Brasil, toda a desorganização, toda a falta de capacidade de logística e de entrega de equipamentos, insumos aos estados e municípios", disse Maia.

Maia também criticou a gestão da pandemia pelo governo federal. "Não tem planejamento no governo federal. O presidente coloca uma narrativa de que o Supremo tirou o poder do governo federal. Não foi nada disso. O Supremo deixou claro lá atrás que a coordenação do sistema SUS é do governo federal", declarou o presidente da Câmara.

"Não há planejamento, não se acreditava nesse tema, na importância da vacina. O que me estranha é que quando o ministro Pazuello foi escolhido, acho que ele é um bom militar, mas o motivo que o levou ao ministério, que era ser um homem bom de logística, provou um fracasso pelo menos até o momento", afirmou Maia.

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