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Pacheco defende urnas eletrônicas, mas considera debate sobre comprovante

"Tenho plena confiança na rigidez do sistema eleitoral brasileiro", disse o senador - Reprodução/Youtube Roda Viva
'Tenho plena confiança na rigidez do sistema eleitoral brasileiro', disse o senador Imagem: Reprodução/Youtube Roda Viva

Do UOL, em São Paulo

01/03/2021 23h59

Apesar de afirmar ter confiança na democracia e no sistema eleitoral brasileiro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), admitiu hoje a possibilidade de alternativas serem debatidas no Congresso.

"Tenho plena confiança na rigidez do sistema eleitoral brasileiro", disse Pacheco. "Mas evidentemente quando surgem ideias no próprio parlamento e pelo próprio presidente da República colocando dúvidas sobre essa rigidez do sistema eleitoral e apresentando supostos indícios que isso aconteça vamos permitir que seja feito o debate", completou.

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Pacheco disse que o Brasil não vai substituir as urnas eletrônicas — frequentemente questionadas pelo presidente Jair Bolsonaro — pelo voto em papel, mas aventou a possibilidade de impressão de um comprovante de voto.

"Obivamente, a retomada do voto a mão não se concebe no Brasil, vamos continuar com urnas eletrônicas. Se for possível tecnicamente se fazer uma impressão interna que garanta a recontagem em caso de dúvida sobre aquela urna eletrônica é algo que podemos discutir", afirmou o senador.

Quando questiona as urnas eletrônicas, Bolsonaro costuma defender a impressão de um comprovante de cada voto, que ficaria em posse do eleitor. Na entrevista, Pacheco mencionou uma possibilidade diferente: "Quero crer que quando se fala da possibilidade de voto impresso, que seja impresso, não o voto daquela pessoa especificamente, mas a quantidade de votos naquela urna que se possa conferir o impresso com a realidade digital". O senador, porém, foi lembrado pelos entrevistadores de que isso já existe, é o boletim de urna.

Desde que as urnas eletrônicas passaram a ser usadas nos pleitos brasileiros, em 1996, nunca houve nenhum registro ou indício de fraude nas votações.

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