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Mulher de Silveira se explica por receber auxílio: 'complicadinho' cancelar

Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e a mulher Paola da Silva Daniel - Reprodução/Facebook
Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) e a mulher Paola da Silva Daniel Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

02/03/2021 20h57

A mulher do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), Paola da Silva Daniel, se explicou por ter recebido parcelas do auxílio emergencial enquanto já estava empregada em um cargo comissionado. A advogada de Petrópolis (RJ) disse que chegou a pesquisar para cancelar o benefício quando soube que seria nomeada para um cargo ligado ao Ministério do Meio Ambiente, mas considerou que era "bem complicadinho" fazer o cancelamento.

Em vídeo obtido pelo jornal O Globo, Paola relata detalhes de como se deu o processo desde que teve a indicação confirmada para um cargo comissionado no Instituto de Pesquisas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, com sede na capital fluminense.

"Pesquisei e realmente vi que o cancelamento era uma coisa muito burocrática, e isso se possível, era bem complicadinho mesmo para fazer o cancelamento. O tempo passou e a nomeação não saiu", disse advogada, relatando que a nomeação de fato aconteceu em 20 de outubro.

De acordo com o Globo, no período em que esteve empregada, a mulher do deputado preso por ter feito ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal) recebeu quatro parcelas das sete do auxílio emergencial, o que somou R$ 1.800. A advogada afirma que só soube de duas parcelas de R$ 300 que caíram na sua conta em janeiro, após o contato da reportagem do jornal.

"Como minha nomeação saiu só em 20 de outubro, a folha de pagamento já havia sido fechada, então só iria receber em dezembro. Minha última parcela do benefício seria novembro", contou Paola, que recebe R$ 5,6 mil por mês para exercer o cargo de coordenadora de gestão de pessoas.

A advogada ainda disse ter acreditado que, como estava empregada em cargo federal, deixaria de receber o auxílio "automaticamente". Ela alegou "surpresa" quando recebeu uma parcela em novembro.

"Para a minha surpresa, em novembro recebi uma parcela, até fiquei em dúvida, faço jus ou não? Vou pesquisar direitinho para ver se tenho que devolver essa última parcela", disse.

Devolução simplificada

Atualmente, o governo federal disponibiliza um canal direto para quem quiser fazer a devolução de valores do auxílio emergencial. O link fica dentro do site do Ministério da Cidadania. Pessoas com vínculo empregatício ou que trabalhem no serviço público não têm direito ao benefício, destinado principalmente a trabalhadores informais que tiveram a renda prejudicada por causa da pandemia de covid-19.

Diante da abertura do prazo para a entrega do Imposto de Renda 2021, que teve início ontem, o governo também esclareceu que quem recebeu no ano passado rendimento tributáveis acima de R$ 22.847,76 precisará devolver quaisquer parcelas recebidas do benefício social.

O UOL questionou a assessoria do deputado para saber se o parlamentar teria uma posição sobre o recebimento do auxílio por parte da sua mulher. Caso tenhamos uma resposta, ela será incluída neste texto.

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