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PSB entra com notícia-crime contra empresários que tomaram vacina em MG

O ex-senador e empresário Clésio Andrade  está entre os suspeitos de ter recebido dose da covid-19 às escondidas - Carlos Rhienck
O ex-senador e empresário Clésio Andrade está entre os suspeitos de ter recebido dose da covid-19 às escondidas Imagem: Carlos Rhienck

Do UOL, em São Paulo

25/03/2021 10h48Atualizada em 25/03/2021 11h28

O líder do Partido Socialista Brasileiro na Câmara, deputado Danilo Cabral (PSB-PE), entrou com uma notícia-crime na justiça contra o grupo de empresários de Belo Horizonte acusado de importar vacinas da Pfizer contra a covid-19 para imunizar políticos, empresários e os seus familiares. A queixa foi enviada hoje ao Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais.

Além de Cabral, assinam a petição a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) e os deputados Denis Bezerra (PSB-CE), Ricardo Silva (PSB-SP), Camilo Capibaribe (PSB-AP) e Milton Coelho (PSB-PE).

A petição se baseou em uma revelação feita pela revista Piauí sobre doses adquiridas por R$ 600 cada. Segundo a reportagem, a primeira dose teria sido aplicada na última terça-feira (23).

O texto afirma que a compra foi realizada pelos irmãos Rômulo e Robson Lessa, proprietários da viação Saritur. A aplicação das doses contra a covid-19 foi realizada em uma garagem da empresa do grupo, às escondidas.

A publicação cita entre os imunizados que furaram fila o ex-senador Clésio Andrade, que atuou como ex-presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte).

O texto afirma que a compra foi realizada pelos irmãos Rômulo e Robson Lessa, proprietários da viação Saritur. A aplicação das doses contra a covid-19 foi realizada em uma garagem da empresa do grupo, às escondidas.

A publicação cita entre os imunizados que furaram fila o ex-senador Clésio Andrade, que atuou como ex-presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte).

Compra de vacinas pela iniciativa privada e desvio de doses

A compra de vacinas pela iniciativa privada foi autorizada pelo Senado com a aprovação de um projeto de lei. O acordo prevê que as empresas entreguem as doses da vacina contra a covid-19 ao SUS (Sistema Único de Saúde), até que toda a população que integra os grupos de risco tenha sido imunizada, o que ainda não aconteceu.

Segundo o deputado federal e ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), quem está por trás do esquema paralelo de vacinação cometeu "uma sucessão de crimes". A declaração do parlamentar foi dada ao UOL na noite desta quarta-feira (24).

"Acredito que podemos estar diante de um fio da meada que pode revelar um tráfico de vacinas para o Brasil, para abastecer um camarote clandestino da vacina, que está sendo criado infelizmente por alguns empresários e políticos", acusou o deputado.

O deputado considerou o caso como um "escárnio com milhões de brasileiros" que estão na fila da vacinação e "sonhando em chegar o seu dia".

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