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Ministros tomam posse em cerimônia fechada, e governo troca comando da PF

O presidente Jair Bolsonaro - Isac Nóbrega/PR
O presidente Jair Bolsonaro Imagem: Isac Nóbrega/PR

Ana Caratchuk

Colaboração para o UOL

06/04/2021 22h40

Após receber uma série de críticas devido às cenas de aglomeração vistas em eventos no Palácio do Planalto em plena pandemia, o governo Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu fechar a cerimônia que marcou, hoje, a posse de seis ministros de estado.

Participaram da solenidade apenas autoridades e convidados —nem sequer a imprensa pôde acompanhar o evento. Tradicionalmente realizada pela TV Brasil, a transmissão oficial do evento também foi cancelada.

Na cerimônia, seis ministros assumiram seus cargos: Flávia Arruda (Secretaria de Governo), Luiz Eduardo Ramos (Casa Civil), Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Walter Braga Netto (Defesa), André Mendonça (Advocacia-Geral da União) e Anderson Torres (Justiça e Segurança Pública).

Os novos ministros foram oficializados em seus postos após Bolsonaro ter realizado uma verdadeira dança das cadeiras no alto escalão do governo federal na semana passada. Entre os nomes, há quem já comandava um ministério e, agora, passa a chefiar outro.

Segundo interlocutores do governo, a realização de solenidades mais reservadas teria sido uma sugestão do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O objetivo seria o de neutralizar as críticas à postura de Bolsonaro em relação ao distanciamento social.

Novo chanceler fala em "diplomacia da saúde"

França, que assumiu o Ministério das Relações Exteriores, afirmou em seu discurso que irá engajar o Itamaraty em uma "verdadeira diplomacia da saúde". O novo chanceler disse ainda que o momento é de "urgências" nas áreas da saúde, da economia e do desenvolvimento sustentável.

Em uma fala que pregou pelo diálogo e pelo trabalho pela aquisição de vacinas, o discurso foi na contramão de seu antecessor, Ernesto Araújo. O ex-chanceler foi alvo de críticas por ter criado polêmicas com importantes parceiros comerciais do Brasil, como a China, hoje um dos principais fornecedores de insumos para as vacinas contra a covid-19.

Troca no comando da PF

Além da oficialização das mudanças no alto escalão do governo, houve troca no comando da PF (Polícia Federal). Recém-chegado ao posto de ministro da Justiça, Anderson Torres escolheu, no fim da tarde de hoje, o nome de Paulo Gustavo Maiurino para ocupar o cargo de diretor-geral da instituição.

Maiurino foi secretário de segurança do STF (Supremo Tribunal Federal) até setembro de 2020. Ele será o quarto diretor-geral da PF no governo Bolsonaro. O posto foi alvo de disputas entre o presidente e o então ministro da Justiça, Sergio Moro, em abril de 2020. À época, Moro acusou o presidente de tentar interferir politicamente na PF.

Covid-19: 4 mil mortos em 24h

No dia de hoje, o Brasil também atingiu mais uma triste marca da pandemia de covid-19: pela 1ª vez, o país registrou mais de 4 mil óbitos causados pela doença em um intervalo de 24 horas.

O número foi puxado principalmente pelo estado de São Paulo, que bateu hoje um novo recorde de mortes por covid-19 ao registrar 1.389 óbitos em 24 horas. O recorde anterior havia sido registrado na última terça-feira (30), quando o estado marcou 1.389 mortes em um dia.

Em um mês, o Brasil dobrou o número de mortes em um dia pela covid. No dia 6 de março, o recorde da pandemia era de 1.840 vidas perdidas por dia. Quatro dias depois, registrou mais de 2.000 óbitos nas últimas 24 horas. Após duas semanas, em 23 de março, o país superou a marca de 3.000 mortes no mesmo dia.

Com a progressão, o número total de mortes da pandemia é de 337.364.

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