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'O que menos precisamos é de conflito', diz Bolsonaro após decisões do STF

Bolsonaro comentou decisões do STF em entrevista - Alan Santos/PR
Bolsonaro comentou decisões do STF em entrevista Imagem: Alan Santos/PR

Do UOL, em São Paulo

08/04/2021 22h42Atualizada em 09/04/2021 01h03

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, no contexto das decisões de hoje do STF (Supremo Tribunal Federal), que "o que menos precisamos é de conflito". Ele também disse, adotando um tom calmo em entrevista à CNN Brasil, que "seria bom se todo mundo jogasse dentro das quatro linhas".

Na noite de hoje, o ministro Luís Roberto Barroso determinou que o Senado instale uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a atuação do governo federal no enfrentamento à pandemia de covid-19. Mais cedo, o plenário do Supremo decidiu, por 9 votos a 2, que estados e municípios podem vetar a realização presencial de cultos religiosos durante a pandemia.

"Da minha parte, vocês sabem da minha posição, respeito completamente a nossa Constituição. Não tem um pingo fora das quatro linhas da mesa", disse Bolsonaro na entrevista, sem mencionar especificamente a CPI.

Na sequência, o presidente da República disse, ao ser informado pelo repórter de que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), declarou ser contrário à abertura da CPI da Covid: "Não há dúvida de que há interferência do Supremo em todos os Poderes. No Senado tem pedido de impeachment de ministros do Supremo. Não estou entrando nessa briga. Será que a decisão tem que ser a mesma para o Senado botar em pauta o pedido de impeachment de ministro do Supremo?".

Bolsonaro finalizou dizendo que o momento exige união entre Executivo, Legislativo e Judiciário, diferentemente de posturas que adotara anteriormente, quando atacou o STF e membros do Congresso.

Apesar da defesa de união, Bolsonaro tem em seu histórico na presidência uma longa lista de conflitos. Na noite de ontem ele chamou o governador de São Paulo, João Doria, de "vagabundo". Outros governadores, o ex-presidente Lula, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) e a imprensa também costumam ser alvos do presidente.

Fechamento de igrejas

O presidente falou também sobre a proibição do funcionamento de igrejas: "O cara em uma situação depressiva procura Deus. E procura onde? Deus está em todo lugar, nós sabemos disso, mas ele vai na igreja, vai num templo". "E lá dentro, com todas as medidas de afastamento, não tem possibilidade de transmitir o vírus, é quase zero", completou.

A afirmação de Bolsonaro em relação à transmissão, no entanto, está errada. Estudos feitos em diversos países já apontaram que há altos riscos de proliferação do coronavírus em missas e cultos presenciais.

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