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Trevisan: Novo auxílio emergencial foi feito sem diálogo entre ministérios

Colaboração para o UOL

10/04/2021 04h00

Para a colunista do UOL Maria Carolina Trevisan, a forma como foi concebido o novo auxílio emergencial e os valores oferecidos pelo governo federal —que variam de R$ 150 a R$ 350— é "preocupante".

Isso porque, segundo ela, não houve diálogo entre os ministérios da Educação, da Cidadania e da Economia para a definição do novo benefício nem sequer foram consideradas informações já existentes no Cadastro Único, plataforma que reúne uma série de dados sobre as famílias de baixa renda no país.

"Você não vê, por exemplo, o ministro da Educação conversando com o ministro da Cidadania, com o ministro da Economia. Isso tudo foi feito na Economia sem o diálogo que seria muito necessário neste momento para garantir que as pessoas não passem fome, que é o extremo da extrema pobreza", afirmou Trevisan durante o Baixo Clero #81 (veja a partir de 56:00 no vídeo acima).

A colunista disse que, neste momento de pandemia, é importante existir um auxílio. Porém, destacou que o governo federal demorou muito para liberar estas novas parcelas e ainda reduziu os valores oferecidos, apesar da alta na inflação.

"Que bom que existe um auxílio, em primeiro lugar, isso é muito importante. Mas demorou para sair essa decisão. Teve gente que ficou muito mais vulnerável [nesse meio-tempo]. Só que esse valor e a maneira como está sendo feito são problemáticos. A inflação aumentou muito, então o mesmo dinheiro não compra o mesmo alimento. E a gente ainda tem um valor muito mais reduzido", avaliou (veja a partir de 53:40 no vídeo acima).

Para Trevisan, o fato de o novo auxílio ter sido elaborado considerando muito mais as informações da Caixa Econômica Federal e não aquelas disponíveis no Cadastro Único também é motivo para preocupação.

"Dentro do Cadastro Único tem vários itens, mais de cem itens relacionados às famílias, a como elas estão nesse momento. Você vai clicando lá e sabe se as crianças daquela família estão indo à escola, estão frequentando médico, como está o trabalho daquela família", afirmou (veja a partir de 55:13 no vídeo acima).

Para ela, dentro de quatro meses a situação de vulnerabilidade no Brasil será "ainda pior".

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