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Queiroga: Crise no Amazonas serve de alerta para evitar 3ª onda da covid-19

6.mai.2021 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em depoimento à CPI da Covid no Senado - Jefferson Rudy/Agência Senado
6.mai.2021 - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em depoimento à CPI da Covid no Senado Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

06/05/2021 16h35

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou hoje que a crise vivida pelo Amazonas em meio à pandemia do novo coronavírus, serve de alerta para se evitar uma eventual terceira onda da covid-19.

A declaração foi dada em depoimento da CPI da Covid, no Senado, hoje, ao responder a uma pergunta do líder do MDB na Casa, Eduardo Braga, eleito pelo Amazonas.

"Nós conhecemos o contexto. E o que aconteceu em Manaus e no Amazonas, com esse número de mortes, serve de alerta para que estejamos absolutamente vigilantes, para que não tenhamos uma terceira onda dessa doença, que pode ser muito perigosa para a nossa população", disse.

Queiroga ressaltou que a variante P1 do novo coronavírus "não é uma invenção de Manaus", mas, sim "uma mutação do vírus", que afetou fortemente a sociedade e o sistema de saúde na capital amazonense, em especial com a falta de oxigênio medicinal para todos os pacientes internados.

Uma das intenções da Comissão Parlamentar de Inquérito, de acordo com um dos requerimentos que promoveram sua criação, é apurar o contexto e eventuais omissões relativas à crise sanitária no Amazonas.

Segundo Queiroga, a pressão atualmente sobre o sistema de saúde é menor, inclusive no Amazonas, mas não é momento de "relaxar". Pelo contrário, é preciso "insistir fortemente" para ampliar a vacinação no país e aderir a medidas não farmacológicas, como o uso de máscaras e adotar o distanciamento social, disse.

O ministro disse que todas as situações em que as pessoas fazem aglomerações sem adotar as devidas medidas não farmacológicas contribuem para aumentar a circulação do vírus, em resposta ao senador Eduardo Girão (Podemos-CE) quando questionado se a realização das eleições no ano passado pode ter ajudado a agravar a pandemia no país.

Queiroga citou, como exemplo, não só o processo eleitoral, mas também as festas de final de ano, as férias e o Carnaval.

Alvo de cobranças, no entanto, Marcelo Queiroga tentou se esquivar de perguntas sobre temas como cloroquina e isolamento "vertical". A postura titubeante gerou irritação entre os senadores que participaram da audiência.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.