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Randolfe diz que irá protocolar requerimento para afastar Ramagem da Abin

Senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid - Adriano Machado/Reuters
Senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

07/05/2021 15h37Atualizada em 07/05/2021 15h48

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI da Covid, declarou hoje que irá protocolar um requerimento para afastar Alexandre Ramagem da direção da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Na justificativa que compartilhou nas redes sociais, o parlamentar cita a capa da revista Crusoé, na qual a manchete trata sobre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter posto a Abin no "jogo contra a CPI".

A publicação de Randolfe cita ainda a Lei 1579/1952, que afirma ser crime impedir, ou tentar impedir, mediante violência, ameaça ou assuadas, o regular funcionamento de Comissão Parlamentar de Inquérito ou o livre exercício das atribuições de qualquer dos seus membros.

Diante disso estou protocolando requerimento em comum acordo com a direção desta CPI para afastar o Senhor Alexandre Ramagem da direção da ABIN por obstrução a investigação parlamentar Randolfe Rodrigues (Rede-AP), senador e vice-presidente da CPI da Covid

A matéria citada pelo senador trata sobre a tentativa do presidente Bolsonaro em conseguir arrastar governadores para dentro das investigações da CPI. A estratégia, segundo a Crusoé, seria tirar o foco do Palácio do Planalto e dividir o desgaste da investigação com um número maior de políticos.

Segundo a revista, uma "demanda urgente" foi encaminhada pela Abin aos agentes de inteligência em todos os estados do país, determinando uma "compilação de dados" sobre "irregularidades relacionadas à pandemia". As demandas seriam para o âmbito estadual e municipal, e foram enviadas pelo WhatsApp.

Andamento da CPI da Covid

Até o momento, a CPI da Covid, no Senado, ouviu os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e o atual gestor do Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga. As oitivas foram atravessadas por questões que tentam compreender quais foram as estratégias adotadas pelo governo federal para enfrentar o avanço da pandemia da covid-19 no país.

A segunda semana de depoimentos na Comissão Parlamentar de Inquérito deve contar com a oitiva do presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, do ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, Fabio Wajngarten e de um representante da farmacêutica Pfizer.

A programação ainda não foi divulgada de forma oficial, mas a rodada de interrogatórios deve começar a partir da terça-feira (11), com o presidente da Anvisa.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.