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Aras chama de 'afronta' convite de CPI da Covid a subprocuradora-geral

O procurador-geral da República Segundo disse que não há precedentes na história do país e que o STF já determinou que membros do MP e juízes não devem prestar depoimentos sobre sua atividade-fim - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
O procurador-geral da República Segundo disse que não há precedentes na história do país e que o STF já determinou que membros do MP e juízes não devem prestar depoimentos sobre sua atividade-fim Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

13/05/2021 12h50Atualizada em 13/05/2021 15h59

O procurador-geral da República, Augusto Aras, classificou como "afronta" ao Ministério Público o convite recebido pela subprocuradora-geral, Lindôra Araújo, para depor na CPI da Covid. O pedido foi apresentado pelo senador Eduardo Girão (Podemos-CE).

Segundo Aras, a solicitação não tem precedentes na história do país e o STF (Supremo Tribunal Federal) já se manifestou que membros do MP e juízes não devem prestar depoimentos sobre sua atividade-fim.

Lindôra Araújo é responsável por coordenar investigações que envolvam autoridades com prerrogativa de foro no STJ (Superior Tribunal de Justiça), o que inclui os governadores.

Na semana passada, a subprocuradora relativizou o número de mortes pelo coronavírus durante uma sessão do STJ. Segundo ela, "estão politizando a covid". Na mesma ocasião, o presidente da corte, ministro Humberto Martins, disse que "a pandemia será vencida com a misericórdia divina". Martins é cotado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir a vaga do ministro Marco Aurélio Mello no STF (Supremo Tribunal Federal). O decano se aposenta em 5 de julho.

Em uma carta enviada aos integrantes da CPI, Aras afirmou que a instituição "já se comprometeu tanto com a CPI quanto com o próprio senador Girão a entregar toda a documentação disponível na PGR".

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