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Após checagem, deputado estadual Gil Diniz bloqueia UOL Confere no Twitter

14.mai.2021 - Captura de tela mostra bloqueio do deputado estadual paulista Gil Diniz ao perfil do UOL Confere no Twitter - Reprodução/Twitter UOL Confere
14.mai.2021 - Captura de tela mostra bloqueio do deputado estadual paulista Gil Diniz ao perfil do UOL Confere no Twitter Imagem: Reprodução/Twitter UOL Confere

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

14/05/2021 18h16

O deputado estadual paulista Gil Diniz (sem partido) bloqueou o perfil do UOL Confere no Twitter ontem (13) depois de ter sido citado em uma checagem.

Na quinta à tarde, durante o depoimento do executivo da Pfizer Carlos Murillo à CPI da Covid, Diniz postou no Twitter: "Como a Pfizer iria entregar milhões de vacinas ao Brasil se a mesma empresa solicitou o registro emergencial no dia 30 de Dezembro de 2020? Inventa outra mentira!"

O UOL Confere republicou o tweet de Diniz, mas junto com a checagem que esclarecia que a falta de pedidos de uso emergencial não impediu o governo brasileiro de fechar acordos para garantir doses das vacinas Oxford e Coronavac. Além disso, a Pfizer optou por não pedir o uso emergencial. Em vez disso, solicitou diretamente o registro definitivo de sua vacina em 6 de fevereiro e recebeu a aprovação no dia 23 daquele mês. Todas essas informações estão disponíveis publicamente em sites do governo federal.

Hoje (14), questionado sobre o motivo do bloqueio, o deputado respondeu por e-mail: "Porque eu quis!".

O UOL Confere tem publicado checagens em resposta a posts de pessoas públicas no Twitter que contêm alegações falsas, imprecisas ou descontextualizadas. Só hoje (14), o perfil respondeu a tweets do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) e do pastor Silas Malafaia.

Em abril, a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e o site Congresso em Foco lançaram a campanha Bolos AntiBlock, um protesto virtual contra o bloqueio de jornalistas, influenciadores e outros profissionais por autoridades públicas no Twitter. Quando a campanha entrou no ar, a Abraji contabilizava 174 casos envolvendo 88 profissionais de imprensa. Não há no Brasil uma legislação específica sobre bloqueios feitos por ocupantes de cargos públicos em redes sociais.

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