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'Considero lamentável', diz Randolfe sobre silêncio de Pazuello na CPI

Senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid - Adriano Machado/Reuters
Senador Randolfe Rodrigues, vice-presidente da CPI da Covid Imagem: Adriano Machado/Reuters

Colaboração para o UOL

14/05/2021 11h40Atualizada em 14/05/2021 13h17

O senador e vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que 'considera lamentável' o silêncio do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na contribuição de depoimentos para a comissão. Em entrevista à GloboNews, o político afirmou que Pazuello tem muito a contribuir nas investigações.

A AGU (Advocacia-Geral da União) apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) habeas corpus preventivo, com pedido de medida liminar, em favor de Eduardo Pazuello, ex-ministro de Saúde no governo de Bolsonaro. A AGU pede a liminar para que Pazuello possa ficar em silêncio e "não sofra ameaças" durante o seu depoimento na CPI da Covid, marcado para o próximo dia 19.

"Recorrer ao STF é um direito que é assegurado pela Constituição, mas eu considero lamentável. Pazuello poderia prestar uma contribuição enorme nessa investigação, visto que ele foi o ministro da Saúde que ficou mais tempo no cargo. Ele ficou no Ministério da Saúde por 7 meses e nesse tempo foi quando ocorreram essas omissões em relação à vacina", disse.

"Todos os colapsos que aconteceram na pandemia no Brasil, por exemplo em Manaus, foi na época de Pazuello, então seria importante ouvi-lo para esclarecer. Mas não vou criminalizar a ida ao STF nem atacar o estado democrático de direito, isso é um direito, mas acho que poderia ter uma posição melhor e mais digna, mas respeito", completou.

O senador e líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), também participou do bate-papo. Bezerra falou sobre os atrasos do Brasil em relação ao fechamento de contratos com a farmacêutica Pfizer.

"Com os depoimentos da CPI pudemos ver que os problemas com a Pfizer começaram lá atrás, em maio, e a carta enviada ao presidente Jair Bolsonaro não é o único documento que mostra as interações travadas entre o governo e a farmacêutica. A carta chega no dia 12 de setembro e no dia 14 o presidente despacha pros ministérios competentes. Haviam exigências nos contratos, como por exemplo ela não teria responsabilidade de assumir qualquer erro com a vacina. Caso houvessem mortes ou qualquer outra reação contra, o Brasil seria o responsável", declarou Bezerra.

O contrato com a Pfizer foi alvo de críticas de Bolsonaro e só houve a assinatura do acordo após um projeto de lei ser aprovado no Congresso, que permite que estados, Distrito Federal e municípios assumam a responsabilidade civil por eventuais efeitos adversos provocados pelos imunizantes, desde que estes tenham obtido registro de uso temporário ou definitivo pela Anvisa.

O senador também disse que acredita que toda a população brasileira será vacinada até o fim deste ano. Já Randolfe Rodrigues não se mostrou otimista a esse cenário.

"Eu queria ter o otimismo de Fernando Bezerra que acha que até dezembro vamos conseguir vacinar todo mundo. Lógico que vamos trabalhar por isso, mas precisamos aumentar nossa média de vacinação, nos precisamos parar de confusão com a China, cada confusão que criamos com a China são insumos que atrasam. A média de vacinação fica comprometida por conta desses desentendimentos", finalizou.

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