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'CPI da Covid está tomando um rumo perigoso', diz senador Marcos do Val

Senador Marcos do Val critica condução de Renan Calheiros na CPI da Covid - Jefferson Rudy/Agência Senado
Senador Marcos do Val critica condução de Renan Calheiros na CPI da Covid Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Colaboração para o UOL

14/05/2021 16h54

O senador Marcos do Val (Pode-ES) afirmou hoje que a CPI da Covid está tomando caminhos perigosos. De acordo com o parlamentar, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) mostrou um desequilíbrio ao pedir a prisão de Fábio Wajngarten, ex-secretário de comunicação do governo Bolsonaro.

"A CPI está tomando um caminho perigoso. A gente claramente vê movimentos políticos, não movimento investigatório para chegar a conclusões. Na oitiva do Fabio ter feito um pedido de prisão mostrou um desequilíbrio do relator. A CPI não pode caminhar para esse caminho. Precisa seguir para decisões equilibradas", disse em entrevista à CNN Brasil.

Segundo o senador, o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), teve uma postura adequada ao não acatar o pedido de prisão que Calheiros determinou a Wajngarten durante a sessão da comissão na quarta-feira (12).

"O presidente da CPI foi perfeito em sua colocação, não acatou o pedido de prisão. Isso acaba atrapalhando as próximas oitivas, como o próprio Pazuello. Ele é um general, ex-ministro da Saúde, de repente está em uma posição que o relator pode dar uma voz de prisão. A gente precisa de cautela, ter decisões equilibradas, ponderadas", afirmou.

Remédios sem eficácia

Na última quarta-feira (5), o presidente da CPI chamou a atenção de Marcos do Val e pediu cautela, após o parlamentar declarar a utilização de remédios sem eficácia comprovada contra a covid-19. Aziz completou reforçando ser necessário procurar um médico antes de se automedicar.

Assim como o senador, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recomenda o uso do "kit covid" e o "tratamento precoce" para o tratamento da infecção de coronavírus.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.