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2 meses

Morre aos 45 anos procurador que substituiu Deltan na Lava Jato do Paraná

Rafael Neves e Lorena Pelanda

Do UOL, em Brasília, e colaboração para o UOL, em Curitiba

20/05/2021 20h44Atualizada em 21/05/2021 10h58

O procurador da República Alessandro Oliveira, que assumiu a Operação Lava Jato no Paraná em setembro, morreu na tarde de hoje aos 45 anos, em Curitiba. Oliveira teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) no começo deste ano e tratava um câncer.

Ele estava internado no Hospital Santa Cruz, na capital do Paraná, para tratar um linfoma pulmonar em estágio avançado. No começo do ano, o procurador também teve um Acidente Vascular Cerebral. Alessandro, que substituiu Deltan Dallagnol no comando da operação, estava afastado das funções para tratamento médico.

De acordo com o Ministério Público Federal, desde a ausência do procurador, o trabalho na Lava Jato segue sendo desenvolvido pela equipe de membros e servidores que atua de forma conjunta há mais de sete anos.

Integrante da Lava Jato desde 2018, Oliveira era tido entre os colegas da área jurídica como linha dura, mas dedicado e ponderado nos casos em que atua. Procurador desde 2004, Oliveira começou a carreira em Marabá, no Pará, mas no mesmo ano foi transferido ao Paraná, onde trabalhou em várias unidades.

Dallagnol, que anunciou sua saída do comando da operação para se concentrar no tratamento de saúde da filha mais nova, lamentou a morte do colega na redes sociais.

"A partida de Alessandro, coordenador da Lava Jato, marido e pai de um lindo casal de filhos, aos 45 anos, deixa tristeza e saudade. Ao mesmo tempo, a vida que Alessandro decidiu viver nos deixa inspiração".

O procurador-geral da República, Augusto Aras, também emitiu pesar. "O colega Alessandro fará falta neste momento em que estamos institucionalizando as forças-tarefas. Sua competência, dedicação, ponderação e lealdade ao MPF são exemplos a serem seguidos", afirmou Aras por meio de nota da PGR (Procuradoria-geral da República). "Que o Divino Espírito Santo conforte a família, os amigos e colegas enlutados. Obrigado, Alessandro", completou.

Também em nota, a ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) afirmou que recebeu a notícia "com profundo pesar" e destacou que ele tinha "reconhecida experiência no combate ao crime organizado, corrupção e lavagem de dinheiro".

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