PUBLICIDADE
Topo

Conteúdo publicado há
8 meses

'Não sou o único responsável', diz Pazuello sobre situação da pandemia

Rayanne Albuquerque, Luciana Amaral e Hanrrikson de Andrade*

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

20/05/2021 15h44Atualizada em 20/05/2021 17h31

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello declarou durante o segundo dia de depoimentos à CPI da Covid que não foi o único responsável pelo avanço da pandemia no Brasil. De acordo com o general do Exército, caso ele tivesse sido acionado antes para evitar o colapso do sistema de saúde em Manaus no começo deste ano ele "teria agido antes", mas que só poderia agir quando fosse solicitado.

Todos os gestores em todos os níveis são responsáveis, cada um no seu nível de responsabilidade
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

Mais cedo, o ex-ministro disse que a culpa da falta de insumos do Amazonas é do governador Wilson Lima (PSC). Ao ser questionado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) sobre o motivo de uma intervenção não ter sido feita, Pazuello disse que não era dele a decisão como ministro, após reunião com Bolsonaro, outros colegas de Esplanada e o governador.

Essa decisão não era minha. Ela foi levada ao conselho de ministros. O governador se apresentou ao conselho de ministros e se justificou. E foi decidido, nesse conselho, que não haveria
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

O general do Exército evitou opinar sobre quais seriam as responsabilidades do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) diante da maior crise sanitária enfrentada pelo país. Pazuello também evitou fazer comentários sobre a defesa que o presidente faz sobre o uso da cloroquina, medicamento sem eficácia comprovada que tem sido recomendado para combater os sintomas da covid-19.

Não acompanhei todos os vídeos do presidente. Mas eu não concordo. Eu não comprei nenhum grama de hidroxicloroquina, não incentivei
Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde

* Colaborou Ana Carla Bermúdez

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.