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Quem é você pra chamar minha atenção, diz Omar a Girão

Senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, discute com Eduardo Girão - Jefferson Rudy/Agência Senado
Senador Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid, discute com Eduardo Girão Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

18/06/2021 12h47Atualizada em 18/06/2021 13h03

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) disse hoje que é "uma falta de educação" o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), questionar os médicos Ricardo Ariel Zimerman e Francisco Eduardo Cardoso Alves, defensores do chamado "tratamento precoce", sobre a mudança de bula da cloroquina, investigada pela CPI.

O comentário foi feito após Aziz afirmar que "a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não quis colocar na bula da cloroquina o que vocês queriam". No mês passado, em sessão da CPI, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, confirmou que houve uma reunião no Palácio do Planalto em que foi discutido um possível decreto presidencial para mudar a bula da cloroquina, recomendando seu uso para tratamento da covid.

O senador Girão rebateu Aziz: "Isso é uma falta de respeito com os depoentes que estão aqui. Virar pra cientista e dizer que ele quis mudar a bula, o senhor está fazendo uma acusação grave".

Irritado com o questionamento, Aziz respondeu: "E daí? Quem é você pra me chamar a atenção aqui? Que falta de educação? Eu perguntei ao doutor onde está publicado isso e eu falei da responsabilidade, deixa eu questionar o doutor".

Girão diz que Aziz está acusando os médicos, não os questionando. "Eu acuso aqueles que defendem [a cloroquina] como tratamento de política pública para o Brasil, não sou obrigado a sentar aqui e concordar", afirmou Aziz.

"O senhor faz o que o senhor quiser, eu sei, o Brasil está vendo que o senhor manipula do jeito que quer", começou a falar Girão, que teve o áudio microfone cortado pelo presidente da CPI. "É assim que funciona, aqui o autoritarismo".

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.