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Relator pede suspensão de Daniel Silveira por gravação de reunião do PSL

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), preso em 16/02/2021 após ataques a ministros do STF - Divulgação/Deputado Daniel Silveira
O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), preso em 16/02/2021 após ataques a ministros do STF Imagem: Divulgação/Deputado Daniel Silveira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/06/2021 15h51Atualizada em 22/06/2021 16h09

O deputado Alexandre Leite (DEM-SP) pediu hoje ao Conselho de Ética a suspensão por quatro meses do mandato e das prerrogativas regimentais de Daniel Silveira (PSL-RJ), por ele ter gravado e divulgado em 2019 uma reunião sigilosa do PSL no interior da Câmara dos Deputados.

A gravação feita por Silveira em outubro daquele ano expôs a disputa em torno da liderança da legenda na casa. Na reunião, foi debatido se Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) tomaria ou não o lugar do então líder, o deputado Delegado Waldir (PSL-GO).

Silveira negou ao Conselho de Ética que tenha gravado o encontro e afirmou que foi de uma assessora da liderança do PSL a autoria da gravação.

O relatório apresentado por Alexandre Leite considerou que a tese apresentada não faz sentido, alegando que se Silveira tivesse apenas recebido o áudio, outras pessoas também o poderiam.

Leite afirma ainda que o conjunto probatório do caso demonstra que Silveira tenta, a todo custo, se furtar da sua responsabilidade, apresentado versões diferentes ao longo do processo.

"Qualquer regra de convivência minimamente harmônica, especialmente em uma casa política onde os interesses da nação estão envolvidos, não pode aceitar a terceirização da responsabilização de atos aéticos, tendo em vista que isto significa consentir com a instituição de um ambiente de trabalho hostil, no qual todo mundo faz o que quer, contando com a certeza da impunidade", argumentou Leite.

Próximos passos

Se o relatório for aprovado, a defesa de Daniel Silveira terá cinco dias para interpor recurso à Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ.

Para que o Silveira seja afastado, a comissão precisa rejeitar o recurso e o plenário da Câmara aprovar o relatório por 257 deputados.

Na Câmara, o deputado do PSL ainda responde a um processo por ter publicado um vídeo com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e com apologia ao AI-5. Também é acusado de ter ameaçado, "com tiro no peito", militantes antifascistas por meio da rede social Twitter, em maio de 2020.

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