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3 meses

Ricardo Barros vai ao STF e pede para que depoimento na CPI seja agendado

Atual líder do governo no Congresso, Ricardo Barros é suspeito de interferir na compra da vacina Covaxin - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Atual líder do governo no Congresso, Ricardo Barros é suspeito de interferir na compra da vacina Covaxin Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

02/07/2021 19h38Atualizada em 02/07/2021 21h15

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, protocolou hoje um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) para que o seu depoimento na CPI da Covid seja agendado.

"Quero prestar o meu depoimento o quanto antes. Já me coloquei diversas vezes à disposição da CPI para esclarecer todos os fatos atribuídos a mim. Vou provar a lisura de todas as minhas ações", argumentou.

O parlamentar seria ouvido na próxima quinta-feira (8), mas a oitiva foi desmarcada sem justificativa, segundo a assessoria do deputado.

Em nota enviada à imprensa, Barros contesta a mudança de data, e afirma que o adiamento pelo presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD-AM), é "abuso de poder ao impedir a apuração e os esclarecimento dos fatos perante a Comissão. O único objetivo seria continuar a prejudicar sua imagem".

De acordo com o texto do documento, a comissão "Não pode se utilizar da 'autonomia na condução dos trabalhos para simplesmente inviabilizar a defesa de alguém'.

Nome de confiança do presidente Bolsonaro, Barros se viu no meio da maior crise vivida pela atual gestão após a denúncia de ter interferido na compra bilionária do Ministério da Saúde para aquisição das vacinas Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech.

A citação foi feita pelo deputado Luís Miranda, durante depoimento à CPI da Covid, na última sexta-feira (25). Segundo Miranda, ao denunciar os indícios de irregularidade na compra da vacina indiana a Bolsonaro, o presidente teria dito que 'era coisa do Ricardo Barros'.

Na quarta-feira (30), a CPI aprovou a convocação para a semana que vem, mas o depoimento foi desmarcado.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.