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Queiroga: 'CPI não está no meu menu de preocupações'

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante cerimônia no Palácio do Planalto - Ueslei Marcelino/Reuters
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante cerimônia no Palácio do Planalto Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters

Do UOL, em São Paulo

05/07/2021 15h03

Na semana em que a CPI da Covid ouvirá três pessoas ligadas ao Ministério da Saúde - as servidoras Regina Célia Silva Oliveira e Francieli Fantinato, e o ex-diretor do Departamento de Logística em Saúde da Secretaria Executiva da pasta, exonerado após a denúncia do pedido de propina na negociação de vacinas -, o ministro Marcelo Queiroga disse que não está interessado no que vai acontecer no Senado.

"Eu só tenho uma preocupação, pandemia. Apesar de ter uma redução de mortos, nossa média móvel ainda é elevada. A CPI não está no meu menu de preocupações", disse a jornalistas na saída do Ministério. "Não estou interessado com o que acontece na CPI".

Regina Célia Silva Oliveira era a fiscal do contrato entre o Governo e a Precisa/Bharat Biotech. Ela foi quem autorizou a compra da vacina indiana Covaxin após os problemas apontados pelo servidor Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado Luís Miranda, que denunciou as suspeitas de corrupção no contrato. O depoimento foi marcado para amanhã.

Roberto Ferreira Dias será ouvido na quarta-feira (7). Exonerado na semana passada, ele teria pedido 1 dólar por cada vacina para fechar um contrato de 400 milhões de doses, segundo uma reportagem publicada pela Folha de S. Paulo.

O depoimento da ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional De Imunizações) Francieli Fantinato está agendado para 5ª feira (8).

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.