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5 meses

Bolsonaro defende Forças Armadas após Aziz associar militares a corrupção

10.jun.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante evento no Palácio do Planalto - Adriano Machado/Reuters
10.jun.2021 - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), durante evento no Palácio do Planalto Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

08/07/2021 08h44Atualizada em 08/07/2021 11h30

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) saiu em defesa das Forças Armadas após o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), fazer declarações em que atribui a militares "podres" as denúncias de corrupção no Ministério da Saúde envolvendo a compra de vacinas contra o coronavírus.

Em seu perfil no Facebook, Bolsonaro compartilhou trecho de telejornal da TV Record em que é lida uma nota de repúdio emitida pelo Ministério da Defesa e pelas Forças Armadas. "As Forças Armadas ao lado da Lei, da Ordem, da Democracia, do respeito ao povo brasileiro e da nossa Sagrada Liberdade", escreveu o presidente na legenda.

Mais cedo, Bolsonaro havia compartilhado na rede social a íntegra da nota oficial emitida pelo Ministério da Defesa e pelas Forças Armadas.

Defesa responde, e Aziz diz que não será 'intimidado'

Ontem, durante sessão da CPI da Covid que ouviu o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, Aziz afirmou que "fazia muitos anos que o Brasil não via membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo".

"Não tenho nem notícia disso [corrupção] na época da exceção [ditadura militar] que houve no Brasil (...). E eu estava, naquele momento, do outro lado, contra eles. Uma coisa de que a gente não os acusava era de corrupção, mas, agora, Força Aérea Brasileira, coronel Guerra, coronel Elcio, general Pazuello... E haja envolvimento de militares", declarou o presidente da CPI.

Em resposta, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas emitiram uma nota conjunta na qual classificaram as declarações do senador como "graves" e "irresponsáveis".

"Essa narrativa, afastada dos fatos, atinge as Forças Armadas de forma vil e leviana, tratando-se de uma acusação grave, infundada e, sobretudo, irresponsável. A Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira são instituições pertencentes ao povo brasileiro e que gozam de elevada credibilidade junto à nossa sociedade conquistada ao longo dos séculos", diz a nota

Ainda na CPI, Aziz rebateu a nota de repúdio contra ele e afirmou que não será intimidado. O senador ainda criticou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), que defendeu as Forças Armadas, numa tentativa de apaziguar os ânimos.

"Pode fazer 50 notas contra mim, só não me intimidem. Porque quando estão me intimidando, Vossa Excelência não falou isso, estão intimidando essa Casa aqui também. Vossa Excelência não se referiu à intimidação que foi feita pela nota das Forças Armadas", protestou Aziz, em discurso.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.