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2 meses

Não é bom o confronto, diz Heinze sobre atrito entre Omar e Forças Armadas

Do UOL, em São Paulo

08/07/2021 09h16

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) disse hoje, em entrevista ao UOL News, que o atrito entre o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), e as Forças Armadas não é bom. Ele defendeu a atuação dos militares na administração pública, mas evitou fazer críticas a Omar.

Ontem, o presidente da CPI disse durante a sessão que os "bons" das Forças Armadas deviam estar "muito envergonhados" com alguns dos convocados à comissão, como o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e o ex-secretário-executivo da pasta, coronel Elcio Franco.

Em resposta, o Ministério da Defesa e as Forças Armadas divulgaram uma nota repudiando as declarações, dizendo que atribuir aos militares os supostos esquemas de corrupção envolvendo a compra de vacinas pelo Ministério da Saúde é uma acusação "grave" e "irresponsável".

"Eles [militares] estão fazendo um trabalho sério, no governo inteiro, não só o Ministério da Saúde. se tiver algum problema, será levantado e apurado, demissões estão acontecendo. Presidente não perdoa a questão da corrupção", disse.

Luis Carlos Heinze disse que não estava na sessão da CPI no momento da declaração de Omar Aziz, mas que depois viu pela imprensa a declaração e a resposta das Forças Armadas.

Não é bom esse confronto, depois os próprios discursos que ocorreram na sessão do plenário [trataram disso].
Luis Carlos Heinze (PP-RS), senador

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.